quarta-feira, 3 de junho de 2015

Inéditos & Inacabados - roda de criação literária "Ourives" (29/05/2015)

Arte de Luka Magalhães com sujeiras visuais de Escobar Franelas


2 textos de Rosinha Morais

(1)
Sob camadas de tantos anseios
Vislumbro um pequeno veio
Desbravo matas 
Atravesso desertos
Subo montanhas
Desço abismos
Adentro cavernas
Apenas para colher
Aquilo que sem saber
Tornou-se fonte da minha alegria
Desbasto tristezas
Invento certezas
Crio sonhos em relevos
Cravejados de fantasia
Furto o brilho do diamante
As cores das pedrarias
A transparência do cristal
Moldo
Esculpo
Dou forma à beleza
Até obter a flor mais rara
A joia mais cara
O bem mais preciso
O teu sorriso.

*Depois dos comentários durante o processo de leitura na roda, veio este:

(2)
Sob camadas de anseios
Vislumbro um pequeno veio
Desbravo matas 
Atravesso desertos
Subo montanhas
Desço abismos
Adentro cavernas
Apenas para colher
Aquilo que sem saber
Tornou-se minha fonte
Desbasto tristezas
Invento certezas
Crio sonhos em relevos
Cravejados de fantasia
Furto o brilho do diamante
As cores das pedrarias
A transparência do cristal
Moldo
Esculpo
Dou forma à beleza
Até obter a flor mais rara
A joia mais cara
O bem mais precioso...

Rosinha Morais

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1 texto de Daniel Carvalho

Virtudes
Certamente, um dos anéis

mais lindos que já vi;
em sua delicada mão
criou ainda mais brilho e valor

o colar, os brincos
aumentavam sua vivacidade

Impossível não olhar para aquela mulher repleta de riquezas
e seu anel cheio de virtudes

olhar coberto de incertezas
joias cheias de fulgor

Mas quem é o autor de tão formosa construção?
a moça faz parte da obra
o joalheiro a coloca em exposição
e o ourives da forma e desforma a beleza que já existe

O encanto das joias nasce
das rochas tristes
em jazidas que choram

nasce em algum lugar distante,
na África,
em que não há escolas, nem hospitais
onde pobres mineiros 
são artistas de vida amarga
que valem menos suas obras
que não aprenderam a ler,
nem foram lidos por nós!

Tilinta o martelo que fere a rocha...
Tilinta a moeda que fere a dignidade...
O preço do belo custa notas de humanidade
Pagamos tão caro para sermos belo
Pagamos caro para nos tornarmos tão feios

Daniel Carvalho
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6 textos de Inês Santos





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2 textos de Escobar Franelas

Canção clara
Basta uma única manhã
úmida do sol de outono
uma manhã preguiçosa
estirada sobre o cavalete
estourada em cores e sabores
ou numa canção de caetano.

Basta este clarão
esse ás tirado à sorte
essa primavera que se ameaça
essa sinfonia em sol maior
(com nona aumentada)
esse ar marinho embraigante.

Basta isso
e verão
que o inverno
são os outros.


*Após as considerações da banca, o 12º verso foi trocado de lugar.

Canção clara
Basta uma única manhã
úmida do sol de outono
uma manhã preguiçosa
estirada sobre o cavalete
estourada em cores e sabores
ou numa canção de caetano.

Basta esse clarão
esse ás tirado à sorte
essa primavera que se ameaça
esse ar marinho embriagante
essa sinfonia em sol maior
(com nona aumentada).

Basta isso
e verão
que o inverno
são os outros.

Escobar Franelas

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3 textos de Sueli Kimura

Haikai - variações do mesmo tema (ourives)
Pingente baila 
no colo confunde-se 
com as lágrimas 

- *-*-*-*-*-

Pingente baila
delicado como a
lágrima que cai

- *-*-*-*-*-

No choro sentido
pingente e lágrimas

bailam, fundem-se

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1 texto de Armando Oshiro



Serás sempre o que te quero
As palavras que nascem da vida
Como soubessem do eterno
Nos misturam numa trama
Dos teus versos trançam laços
Num segredo do tempo

Esse temor de amar que se agiganta
Nos faz causa e mistério
Sem nos ver na profunda escuridão
O amor mergulha
Se divide em nossas vidas

As almas tocam entre o sermos
Trocam os corpos na existência
Nos faz onde o desejo sussurra 
A causa dos arrepios
Se derrama incontida sobre o sonho

Valha-me ser em teus caminhos
Os caminhos que te encontram
Onde ecoam minhas preces
Entre a febre e o frio
Enquanto restar-me os arrepios

Restar-me ser mesmo não tendo
Mesmo enquanto não me queiras
Serás sempre o que te quero
E por querer-te mais ainda
Mesmo quando não te queiras

Mais ainda vou querer-te
Serás sempre o que te quero

Armando Oshiro

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terça-feira, 2 de junho de 2015

II encontro Inéditos e Inacabados - Resenha de Rosinha Morais



A segunda edição do projeto Inéditos & Inacabados, da Casa Amarela, além de manter o nível de qualidade que apresentou na primeira edição, com textos que vinham tão completos que não cabia nenhuma modificação ou comentário, que fez os presentes viajarem por universos mais complexos, como o da música, as palavras ganharam nuances de notas musicais, não na escala simples, mas a mais complexa, com Daniel e Sacha Arcanjo nos dando uma aula entre uma leitura e outra.
A novidade ficou por conta da presença do Punky Além da Lenda e sua exposição que continua acontecendo, com toda a intensidade de sua poesia visual que enche os olhos dos que tem o prazer de observá-la, nas mais diferentes facetas do artista, que nos contou como algumas foram realizadas.
Vieram as surpresas, a primeira por conta da Sueli Kimura que surpreendeu a todos com seus HaiKais, que segundo ela, era apenas uma tentativa. E que tentativa, conseguiu arrancar elogios de todos que ali estavam, com a qualidade e comprometimento. Em seguida, foi a vez da Inês, que ao contrário de outros, não teve dificuldade alguma para trabalhar com o tema e nos levou não apenas um, mas vários poemas. Escobar Franelas mais uma vez sacou sua poesia inquietante. Daniel além dos conhecimentos musicais, surpreendeu a todos com a poesia e a humildade.
Como surpresa é algo inerente à Casa Amarela, chegou o Armando, atrasado e ofegante depois da aventura de atravessar São Paulo, da divisa de Diadema até São Miguel Paulista e que junto com sua longa história de vida, apresentou sua poesia surpreendente. Teve o Mário Neves com a certeza que o poema que ia nos apresentar não era de sua autoria, mas de algum espírito que baixou nele, num dia de angústia, fome e cansaço. Aliás, depois de lido, realmente houve várias tentativas de assumir a autoria do mesmo. O Luka, como sempre, levou sua poesia e sua câmera para garantir que tudo ficasse muito bem registrado
Ainda teve mais, a chegada do Evandro Navarro, que levado por um amigo, foi conhecer o Akira Yamasaki pessoalmente.
Tudo isso sob a batuta do talentoso Gilberto Braz, que foi o mediador da roda e nos levou uma belezura de poema concreto e interativo.


Rosinha Morais

terça-feira, 26 de maio de 2015

Pombas Urbanas na Casa Amarela



comadres e compadres, a casa amarela recebeu hoje de manhã com imensa alegria e não menos honra, a visita do pombas urbanas com quatro grupos de teatro gerados em suas oficinas, para uma troca de figurinhas, saberes, experiências, conhecimentos e reflexões, com o pessoal da casa amarela e com remanescentes do movimento popular de arte, o mpa, numa atitude colaborativa entre artistas populares de no mínimo três gerações diferentes que atuam na região. no fim a conversa acabou girando em torno da história do mpa mas já ficou marcado um novo encontro para um dos próximos blablablás quando esta ação colaborativa entre os grupos será aprofundada. no encerramento do evento teve até espaço para rápidas apresentações como esta que segue, do grupo filhos da dita, primeiro grupo nascido nas oficinas de teatro do pombas urbanas, a quem a casa amarela agradece pela manhã maravilhosa proporcionada.


Akira 24/05/2015 
Adriano Paes Mauriz




















fotos do arquivo pessoal de Luka Magalhães

sábado, 16 de maio de 2015

a arte de um punk lendário na casa amarela - por Akira Yamasaki


Punky Alem da Lenda


não vou comentar os desenhos, ilustrações e
pinturas que fazem parte da exposição do
artista Punky Além da Lenda na casa amarela.
não vou comentar porque não sou louco, não
entendo nada destas artes e modéstia à parte
só sei gostar ou não gostar e o que posso
dizer é que gosto muitíssimo dos cerca de
cinquenta trabalhos que ficarão expostos na
casa até o final de agosto e que acompanham
quase de forma didática as diversas fases da
trajetória deste lendário artista do extremo
leste de sampa. melhor deixar que as fotos
de algumas obras falem por mim.

Akira, Maio/2015 









Escobar Franelas e Punky

Fotos do acervo pessoal de Luka Magalhães

quinta-feira, 14 de maio de 2015

erre amaral e a caravana rolidey - por Akira Yamasaki


Erre Amaral
então meu compadre erre amaral veio a são miguel paulista com o seu projeto caravana rolidey, que acampou de mala, cuia, poesias, contos, romances, livros e corações cheios de afetos e amizades na casa de farinha, sexta – 08/05, e na casa amarela, sábado – 09/05, e participou nestas duas casas de mais uma grande celebração da alegria, da emoção, da poesia, da música, da troca de afetos e experiências entre dezenas de autores de lugares diferentes e, principalmente, da generosidade humana – sentimento que só mesmo a arte é capaz de produzir em sua plenitude, e tudo terminou novamente em versos, cantorias, e beijos e abraços apertados noites adentro. 

se eu entendi direito acho o caravana rolidey uma idéia genial, e como todas as idéias geniais, de simples e fácil operacionalização. basicamente o projeto do erre é de realização de intercâmbio literário, cultural e pessoal entre autores (poetas, escritores, músicos e outros) de vários locais do brasil com realização de eventos como saraus, palestras, debates, cantorias, exposições ou outros formatos, em uma determinada localidade.


funciona mais ou menos assim: periodicamente o erre monta a caravana com autores disponíveis no momento e carrega a trupe para uma localidade no país, sexta e sábado passados, eles, erre amaral mais sergio fantini, adriane garcia e germano quaresma, vieram a são miguel e já estou sabendo que no mês que vem o acampamento será instalado em santos, reduto do poeta e escritor germano quaresma, e assim sucessivamente, talvez num futuro próximo vire algo assim, chutômetro puro, como pequenas feiras de autores independentes/ marginais / alternativos ou que simplesmente não façam parte dos circuitos oficiais de produção e distribuição.


Adriane Garcia

Manoel Herzog

Sergio Fantini

cada qual vai por sua conta na caravana rolidey, não tem grana na parada, nem oficial nem extraoficial, não tem rabo preso com ninguém e talvez por isso eu ache que a idéia é atraente e tenha que ser entendida como uma brincadeira de juntar e conhecer pessoas, trocar experiências e abraços, trocar conhecimentos, reflexões e abraços, e vender alguns livros e brigar para construir públicos para a leitura, e ajudar a alimentar a chama da poesia e da amizade, e trocar abraços. 
desculpe a punhetagem toda, compadre erre, e parabéns pela caravana rolidey – a idéia é tão simples, porque não a tive?, que tem tudo para dar certo e, você queira ou não queira, já estou dentro.




























Na Casa de Farinha
Na Casa Amarela

fotos do acervo pessoal de Luka Magalhães e Francisco Xavier

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Caravana Rolidey - literatura na estrada


adriane garcia, erre amaral, manoel herzog
e sérgio fantini estão confirmados no casas
de farinha e amarela especial de maio
comadres e compadres em maio receberemos em são
miguel paulista, quatro dos maiores poetas e escritores
brasileiros contemporâneos: Erre Amaral, manoel herzog
(Germano Quaresma), Adriane Garcia e Sérgio Fantini,
para lançamento de seus livros. para receber estas feras
as casas de farinha e amarela prepararam uma grande
programação especial dividida em dois dias, 08 e 09/05,
e em dois espaços diferentes. confiram:

08/05/2015 – 6ª feira, a partir das 20h, na casa de farinha
(rua santa rosa de lima, 1341, são miguel paulista – são
paulo, altura do nº 1800 da marechal tito).
programa
. show musical com “os cabras de baquirivú”
. pocket show com o “blues on the rock’s”, grupo formado
pelos poetas e compositores metroviários Gilmario ribeiro,
Claudir Barbosa e Marco Antonio Fernandes Araújo
. lançamentos dos livros "uma denise", de erre amaral, "a
comédia de alissia bloom", de manoel herzog, "o nome
do mundo", de adriane garcia, além de "novella" e "a ponto
de explodir", sergio fantini
. palco livre e microfone aberto
09/05/2015 – sábado, a partir das 15h, na casa amarela (rua
julião pereira machado, 07, são miguel paulista – são paulo,
em frente ao colégio hugo takahashi e próximo à sabesp)
programa
. blábláblá da casa amarela, mediado por Escobar Franelas
e com mesa formada por erre amaral, manuel rerzog, sergio
fantini e adriane garcia que falarão dos seus livros, carreiras
literárias e temas sobre literatura a definir.
. sarau da casa amarela, com palco livre e microfone aberto.
traga sua alegria e sua emoção
traga sua poesia e sua canção
quem vier será bentivindo
Akira/Maio2015

Akira Yamasaki

sexta-feira, 24 de abril de 2015

XXXIII Sarau da Casa Amarela - Resenha de Gilberto Braz



É show, é gol!
Eram 15h:10 min quando cheguei na Casa Amarela neste domingo de semifinais e clássicos históricos: o derbi paulista, Corinthians x Palmeiras, que teria lugar aqui pertinho, em Itaquera; e o não menos tradicional clássico SanSão a ser disputado nos domínios santistas. Mas enganava-se quem pensava que haviam duas disputas. Na verdade, as duas disputas eram três, porque tão logo cheguei, corri os olhos pela casa e vi que éramos poucos. Alguem comentou sobre a concorrência desleal da Globo, marcando os jogos para o mesmo horário do Sarau da Casa Amarela. Dos habituais frequentadores, apenas eu e Luka Magalhães. Além de nós, Carlos Mahlungo, Odair e Ricardo Peçanha cuidavam de plugar os instrumentos para iniciar a passagem de som. Não mais do que 4 lugares estavam ocupados, um deles por Antônio Mioto, outro por Germano Gonçalves. Da coxia imaginária, Mahlungo abriu a cortina e espiou pela fresta. Alguem comentou: "é, hoje tem jogo..." Eu tratei de tranquilizar: daqui a pouco o pessoal começa a chegar e isso aqui vai encher. E aos poucos o pessoal foi chegando. Como não temos compromisso com a TV, com publicidade ou com grade de programação, demos aquela atrasadinha para que os amigos, entre beijos e abraços, pudessem celebrar a arte do encontro .

O relógio marcava exatamente 16h:14min quando Akira Yamasaki subiu ao palco para abrir o 33º Sarau da Casa Amarela. Em breves palavras declamou um poema. Primoroso. Humilde, preparou o clima, e convidou este escriba para anunciar a primeira das muitas atrações especialíssimas da tarde/noite do domingo de duplo clássico que teve a acirrada concorrência da Casa Amarela. Então chamei ao palco Carlos Mahlungo, que veio acompanhado de seu violão e da percussão maneira e cheia de gingas do Odair. Diante de olhares e ouvidos atentos, Mahlungo cantou Outros Olhos, e nos brindou com toda a poesia e musicalidade das Minas Gerais. Borboletou em seguida, com sua voz melodiosa de seda. E para quem queria saber quanto estava o jogo, não se fez de rogado, e respondeu com Flores na Porta do Gol. Mahlungo é show, é gol!, como diz sua música. Então fomos para o intervalo.
Na volta, o gramado, digo, o palco da Casa Amarela recebeu dois craques: Manogon Manoel Gonçalves e Germano Gonçalves, o urbanista concreto. Manogon, escritor, ator, dramaturgo e artista gráfico, convidado especialíssimo, deu-nos a honra de lançar o seu livro de poemas, Caminhos Tortos, editado dentro da coleção Exemplos. Trouxe todo o seu lirismo, em poemas densos e intensos. Em seguida foi a vez de outro convidado especial da tarde. O urbanista concreto, Germano Gonçalves, contou-nos parte de sua trajetória, da descoberta da literatura ao ato de escrever. Da vontade de publicar um livro aos muitos "nãos", verdadeiros tapas na cara que quase todo artista da periferia recebe da "mão invisível do mercado". Mas ele prosseguiu, e nos deliciamos com sua crônica viva; todos rimos, porque a gente costuma rir da própria desgraça depois que ela passa. Mas a coisa foi ficando séria, e o Urbanista contou num poema a história de uma criança, um menino que atirava para tudo quanto é lado, para tudo quanto é alvo: pa! pa!, pa!. E nos conduziu pela história daquele muleque, que não parou de atirar nem quando chegou a polícia: pa! pa!, pa! . E emocionou a todos quando finalmente revelou que o menino atirava pa! pa! palavras...

Até aí, goleada da Casa Amarela sobre a programação fútil do entretenimento massificante. Mas tinha mais. Tinha muito mais. Palco livre, microfone aberto, emprestaram o seu talento maravilhosos artistas da estirpe de Santiago Dias, Mauri de Noronha, que nos agraciou com sua visita pela primeira vez, seo José Pessoa, encantador, e agora cantor!, Mario Neves, sempre com grande estilo, Andrea Garcia, a viajante do Trem, Ricardo Peçanha, músico, cantor, compositor, também estreando, Edinho Twin e Val Branco, cujo indiscutível talento traz aquele profundo silêncio para que os acordes de Twin e a declamação perfeita e singular de Val possam reverberar pela Casa e nos encher os olhos de lágrimas... Paulinho Dhi Andrade, visceral. Ainda tivemos muitos outros artistas e para fechar a noite em grande estilo: Sacha Arcanjo, que deu quatro saideras pra contemplar a todos com suas canções explêndidas.

Foi uma tarde/noite memorável, mais uma vez. Ao final, o Akira e o Escobar ainda levaram de lambuja a felicidade de saber que o seu Palmeiras havia eliminado o Coringão da semifinal. Como na música de Mahlungo: Casa Amarela é Show! É Gooooollll!!!!!. É isso. E em maio tem mais.

Gilberto Braz