segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sarau da Casa Amarela, Sarau da Maria, Guarulhos, Suzano: todos em Santo André

Saindo de S. Miguel (foto Akira Yamasaki)


Resenha emocionada do mestre Akira Yamassaki, nem preciso redundar que, "emocionando":

01/05/2016
sarau da maria
casa da palavra mário quintana
casa amarela
ontem em santo andré
foi assentado mais um tijolo
de amizade misturado com felicidade
mais um tijolo de poesia
na construção da casa amarela
agora que tudo já passou
- sabemos todos que nunca passará
só resta dizer muito obrigado
- sabemos que gratidão é moeda sem troco
a todos que bentivieram ontem
com suas alegrias e emoções
com suas poesias e canções
com seus beijos e abraços
para ensinar o significado das palavras
amor e amizade à casa amarela
muito obrigado, sarau da maria
muito obrigado, casa da palavra
pela parceria valiosa
nesta jornada de arte e cultura
muito obrigado, Rosinha Morais, Joel Dias Filho, warley noua, vitor cali,Urbanista Concreto Germano, José Pessoa e Claudinei Vieira;
muito obrigado mesmo
a todos que colaram ontem
para mais uma emocionante
celebração da alegria e da amizade
que só a generosidade de quem produz arte
é capaz de promover
akira - 02/05/2016.

Akira no voltante (foto: Raquel Pereira)
Sacha Arcanjo

Tião Baia e Beto Rio

Rosana Banharoli

Antes da catarse coletiva

Rosinha Morais

Arte de Lucaz Brazil




Fotos: Selma Sarraf Bizon, Selma Bento Baia, Célia Ribeiro, Akira Yamasaki, Sueli Kimura e Raquel Pereira

domingo, 17 de abril de 2016

Blablablá falou de arte, fez arte, mostrou arte

Valter de Almeida Costa e Érico Alves de Oliveira, adicionando vivências e saberes (foto Akira Yamasaki)

A idéia motriz do Blablablá é a reflexão sobre a produção artística e cultural e suas interações com a sociedade, mesmo que este diálogo pulse fora dos grandes centros midiáticos, ou, como querem alguns, mesmo que sejamos formadores de opiniões dentro deum círculomais restrito.‭ ‬Ainda que o calabouço social esteja controverso,‭ ‬convém não perder a serenidade.‭ ‬Não é possível saltar do trem da história,‭ ‬mesmo que sob uma nevasca intensa numa cordilheira abrupta.‭ ‬Por isso mesmo,‭ ‬o Blablablá se propôs a aprofundar ainda mais a analisar os conturbados dias atuais,‭ ‬sob a égide da arte e da educação. Pois, como sugere Jorge Coli, “É possível dizer, então, que artesão certas manifestações da atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo, isto é, nossa cultura possui uma noção que denomina solidamente algumas de suas atividades e as privilegia”. (Jorge Coli, em “O que é arte”, Ed. Brasiliense, p. 8)
Foi com esse intuito que a Casa Amarela‭ – ‬Espaço Cultural,‭ ‬programou a primeira roda de conversa deste ano,‭ ‬dentro da programação de abertura da mostra DIÁLOGO com os artistas iniciantes Rosana Guimarães e Pedro Silva Galvão.‭ ‬Nada mais sintomático que discutir arte num dia de abertura de uma exposição.
Tendo como convidados o artista plástico Érico Alves de Oliveira e o professor Valter de Almeida Costa,‭ ‬o evento durou exatas três horas e meia após a abertura da mostra.‭ ‬Na conversa,‭ ‬mediada por este escriba,‭ ‬foram abordadas questões como a contribuição da arte e da educação no contexto brasileiro atual,‭ ‬a educação fora da sala de aula como elemento mediador entre as relações sociais e a arte como prática política,‭ ‬além de outras abordagens.‭
O professor Valter recordou sua militância política e social,‭ ‬defendendo enfaticamente o seu protagonismo enquanto educador.‭ “‬Sou essencialmente um professor‭”‬,‭ ‬asseverou ele em dado momento,‭ ‬complementado a seguir,‭ “‬e comunista‭”‬.‭ ‬No desenvolvimento de suas idéias,‭ ‬Valter lembrou que sua relação com a arte vem da apreciação,‭ ‬sem os rigores eruditos de uma formação específica.‭ ‬Ele,‭ ‬porém,‭ ‬entende que a alteridade humana pode ser alcançada justamente na compreensão de todos quanto ao papel social,‭ ‬sendo que a arte pode contribuir nesse entendimento.‭ ‬Não por acaso,‭ ‬defendeu o seu prazer e seu gosto pela arte engajada.
Érico,‭ ‬por sua vez,‭ ‬creditou à arte um papel substancial na motivação humana,‭ ‬sem,‭ ‬contudo,‭ ‬atribuir à mesma um papel preponderante para a solução de conflitos humanos. “A arte e a educação não podem ser reféns da escola”, inferiu, propondo que se lance um olhar mais dedicado às atividades que transitam no universo da arte e da educação que estão fora dos muros da escola ou da academia. Segundo seu parecer, parece que esse relacionamento estão logrando êxito maior.
O público presente também contribuiu decisivamente para a qualidade do debate.‭ ‬Vários convidados da platéia,‭ ‬como Amaury Rodrigues‭ (‬Sarau da Galeria,‭ ‬Suzano,‭ ‬SP‭)‬,‭ ‬a professora Angelina (visitando a CA pela primeira vez),‭ Célia Maria Ribeiro,‬ Gilberto Braz,‭ ‬Luka Magalhães,‭ ‬Sueli Kimura,‭ ‬Akira Yamasaki,‭ ‬Mário Neves e Antônio Miotto,‭ ‬entre outros,‭ ‬trouxeram questionamentos que aprofundaram ainda mais a socialização dos saberes e a procura por respostas qualificadas pra obtenção de resultados humanamente melhores.

Exposição DIÁLOGO
A Casa Amarela‭ – ‬Espaço Cultural,‭ ‬abriu neste sábado,‭ ‬26‭ ‬de março,‭ ‬a mostra DIÁLOGO,‭ ‬com telas da artista plástica Rosana Guimarães‭ (‬Interlagos,‭ ‬SP‭)‬,‭ ‬e caricaturas e cartuns de Pedro Galvão‭ (‬Santo André,‭ ‬SP‭)‬.‭ ‬A exposição é o début de ambos no mundo expositivo,‭ ‬e apresenta trabalhos que ressaltam que estão no momento correto,‭ ‬exalando um amadurecimento que é perceptível em cada obra observada.‭
Rosana trafega com desenvoltura em telas que deixam claro que a artista de‭ ‬28‭ ‬anos dialoga profundamente com as cores,‭ ‬em composições que refletem suas imersões no universo feminino e na pesquisa interior,‭ ‬que inclui mandalas,‭ ‬o abstracionismo e também o figurativo.‭ ‬Já Pedro Galvão,‭ ‬35‭ ‬anos,‭ ‬revela através de seus traços ágeis e fortuitos,‭ ‬o humor de quem vê as pessoas como sóis,‭ ‬delas expandindo para pequenas arquetipias que provocam o riso através do desconforto da beleza deformada.
Na vernissage,‭ ‬Pedro aproveitou a oportunidade do encontro e caricaturou muitos dos presentes,‭ ‬e ofertou os trabalhos aos interessados em levar sua arte pra casa.‭
A exposição antecedeu a abertura do quarto do Blábláblá,‭ ‬evento da Casa Amarela que debateu o tema‭ “‬Arte e educação nos dias de hoje‭”‬.‭ ‬Os convidados‭ – ‬mediados por Escobar Franelas‭ – ‬eram o artista plástico Érico Alves de Oliveira e o educador Valter de Almeida Costa.‭ ‬A mostra ficará aberta para a visitação pública até o fim do mês de junho.‭

Foto Luka Magalhães

Foto Luka Matgalhães

Foto Luka Magalhães

Foto Luka Magalhães

Foto do arquivo do Facebook de Luka Magalhães

Arte de Lico Cardoso

quarta-feira, 13 de abril de 2016

ALEGRIA, ALEGRIA! EIS O 43º SARAU DA CASA AMARELA

(por Luka Magalhães)


Foto Joel Dias Filho


          Sem lenço e sem documento? Talvez sim, Mas sempre repleto de arte e muita amizade.
         A cada sarau que começa, a Casa Amarela se enriquece com as presenças constantes e com as novas surpresas. E mais uma vez isso se torna uma verdade incontestável, uma realidade da qual desejamos sempre participar, seja como artista apresentando sua obra, seja como mero espectador.
        Chegar à Casa Amarela é sempre uma alegria. Lá podemos abraçar os velhos “novos amigos”, ou conhecer os novos “amigos de longa data”. O fato é que, quem lá se achegar sempre é bem vindo, ou melhor, “bentevindo” como diria nosso querido Akira Yamasaki, japonês arretado, de Oswaldo Cruz, de Mogi, de São Miguel, de Itaim Bem-te-vi. E se for para falar de arte em São Miguel Paulista e regiões, que vão do Oiapoque (RS) ao Monte Cuburaí (RR), sem dúvida a maior concentração ocorre no sarau da Casa Amarela, como sempre há de se esperar.

Ceciro Cordeiro ( foto: Artur Coutinho)

          E o nosso 43º Sarau, não foi diferente em força, arte e alegria. Com uma plateia atenta, Ceciro Cordeiro mostrou sua força, com a musicalidade de suas composições para o novo trabalho “Jardim das Oliveiras”. Depois nos surge Daniel Carvalho, apresentando “Versos & Controversos”, um livro, resultado de um projeto premiado com alunos da Escola Municipal Aurélio Arroubas Martins, em frente ao Parque do Carmo, fomos prestigiados com a poética criada e declamada no evento por algumas alunas que fazem parte do livro. Depois o poeta Hugo paz deixou seu recado, lançando seu livro “Retratos de um Cotidiano Adormecido”. Esses foram nossos convidados especiais, mas o sarau não foi feito somente por eles.
Daniel Carvalho e as alunas da EMEF Aurélio Arroubas Martins (foto: Luka Magalhaes)
Hugo Paz (foto: Guilvan Miragaya)

          Entre um convidado e outro, tivemos mais artistas cantando, declamando e enriquecendo o currículo da Casa Amarela. Subiram ao palco: Mário Neves, Euflávio Gois, Escobar Franelas Oswaldo Tiveron, João Caetano, Rosinha Moraes, Marilandia Gurgel, Enide santos, Guilvan Miragaya, Inês Santos, Cláudio Gomes, Silvia Maria Ribeiro, Darc Maia, Tião e Selma Baia, Silvio Kono, Beto Rio,  Eder lima e Lígia Regina, Carlos Bacelar, Punky Além da Lenda e seu filho Artur Coutinho,  Pérola Negra e Ronaldo Ferro. A festa foi encerrada ao som do incomparável Edivaldo Santana. E como dizem “a primeira vez ninguém esquece”, dos presentes, a debutante no Sarau foi a poetisa Camila Barbosa, que a convite da nossa Enide Santos, compareceu e deixou seu recado.

Camila Barbosa (foto: Luka Magalhães)
 
          Nos bastidores, dando suporte aos presentes, as sempre atenciosas Sueli Kimura e Rosinha Moraes.
         Com mais de quatro horas de evento e sob a condução de Akira, coadjuvado por Luka Magalhães, não podemos deixar de mencionar o quão grandioso foi o 43º Sarau. Ali encontramos poesias e músicas de uma qualidade indizível. São tantos artistas e escritores de qualidade, que só podemos gritar “Sou seu fã!” para cada um que subia ao palco.
         Resta-me dizer então:
         “Casa Amarela, sou seu fã!”

quinta-feira, 31 de março de 2016

Mostra DIÁLOGO de Rosana Guimarães e Pedro Galvão na CA

Foro Luka Magalhães
Arte de Lico Cardoso


Exposição DIÁLOGO
A Casa Amarela – Espaço Cultural, abriu neste sábado, 26 de março, a mostra DIÁLOGO, com telas da artista plástica Rosana Guimarães (Interlagos, SP), e caricaturas e cartuns de Pedro Galvao (Santo André, SP). A exposição é o début de ambos no mundo expositivo, e apresenta trabalhos que ressaltam que estão no momento correto, exalando um amadurecimento que é perceptível em cada obra observada. 
Rosana trafega com desenvoltura em telas que deixam claro que a artista de 28 anos dialoga profundamente com as cores, em composições que refletem suas imersões no universo feminino e na pesquisa interior, que inclui mandalas, o abstracionismo e também o figurativo. Já Pedro Galvão, 35 anos, revela através de seus traços ágeis e fortuitos, o humor de quem vê as pessoas como sóis, delas expandindo para pequenas arquetipias que provocam o riso através do desconforto da beleza deformada.
Na vernissage, Pedro aproveitou a oportunidade do encontro e caricaturou muitos dos presentes, e ofertou os trabalhos aos interessados em levar sua arte pra casa.
A abertura da exposição antecedeu o 1º Blábláblá deste ano, que debateu o tema “Arte e educação nos dias de hoje”. Os convidados – mediados por Escobar Franelas – foram o artista plástico Èrico Alves De Olíveira e o educador Valter De Almeida Costa. 
A mostra ficará aberta para a visitação pública até o fim do mês de junho.
Tela de Rosana Guimarães

Cartum de pedro Galvão

Tela de Rosana Guimarães

Charge de Pedro Galvão

Tela de Rosana Guimarães

Cartum de Pedro Galvão

Tudo junto & misturado na CA

fotos Luka Magalhães

Blablablá "Arte e educação nos dias de hoje" (Considerações de Akira Yamasaki)

Arte de Lico Cardoso

baita blablablá
o blablablá da casa amarela de sábado passado - 26/03, que discutiu o tema arte e educação nos dias de hoje e teve como debatedores os brilhantes e inquietantes valter de almeida costa, educador e professor de história, e érico alves de almeida, artista plástico, devidamente mediados com a competência de sempre por escobar franelas, produziu na minha cabeça mais de cem dúvidas para cada certeza alcançada.
da riquíssima discussão, que durou cerca de quatro horas, proporcionada por todos os presentes ao evento - cerca de quarenta pessoas, uma grata surpresa considerando o feriado prolongado, sobre o papel da educação e da arte quando estamos às vésperas do impeachment da dilma e o país parece caminhar em direção à escuridão e divisão movido pelo ódio político, restou para mim uma impressão que me deixou meio assustado quando a conversa descambou para a questão da luta de classes.
falando da arte que é feita aqui nas quebradas de são miguel paulista conheço vários grupos/coletivos de arte e cultura que atuam na região, cada um com seus focos e interesses claramente definidos que compõem um amplo painel de diversidades que passa por questões como as artísticas e culturais, raciais, religiosas, de gênero e outros, onde todos eles tem em comum a reflexão, o inconformismo e a contestação às situações e poderes estabelecidos.
alguma coisa não colou direito aqui à luz das discussões permeadas pelos conceitos e chavões da luta de classes porque talvez todos estes coletivos tenham em comum um mesmo inimigo mas não tem como identificá-lo, talvez porque o que esteja em jogo no brasil de hoje não seja os ideários da esquerda e da direita e tudo não passe de simples luta pelo poder já que não enxergo diferenças entre os partidos e a questão da luta de classes seja uma falsa questão neste momento histórico.
mais de cem dúvidas para cada certeza alcançada. haverá uma nova esquerda a ser inventada que consiga harmonizar as diferenças e diversidades sob um mesmo guarda-chuva?
akira - 30/03/2016.






Foto Sueli Kimura





fotos de Luka Magalhães (exceto as citadas individualmente)

sábado, 26 de março de 2016

5 anos de Sarau da Casa Amarela - presentes para todos

Chêro de Poesia, em clique de Roberto Candido
Sérgio Fantini, pelas lentes de Roberto Candido

Foto Roberto Cândido
20 de março de 2016, domingo, 4 da tarde. Parece brincadeira que, rebobinando o filme, há cinco anos apenas, num certo março de 2011 o Akira, Sueli, Raberuan, Claudemir Santos e outros davam o pontapé inicial ao primeiro sarau da Casa Amarela, festa que hoje explode e contagia a cada mês nessa rua curta, estreitinha e tranquila do Parque Sônia, em São Miguel.
E para este 42º evento, a presença do grupo Chêro de Poesia (Vila Maria), além dos lançamentos dos livros Kitsch, de Fernando Alves de Medeiros; e Lambe-lambe, de Sérgio Fantini, ajudaram a dar o brilho mais colorido a uma tarde que ficará na memória de todos como uma epifania no culto à deusa Poesia.
Não bastasse isso, tivemos a grata surpresa da visita do poeta Claudinei Vieira, de Guarulhos; a presença luminosa de Sílvia Maria Ribeiro, que ofertou para a casa o mosaico Bentivindo, o bolo (duplo) de Rosinha Morais e o desfile fulgurante do melhor da poesia e da música, através dos vários convidados que tomaram o minúsculo palco e transformaram ele num púlpito de adoração e congraçamento em torno da deusa Poesia.
E mais: pudemos abraçar e nos emocionar com nosso amirmão (como ele nos repete sempre) Osvaldo Tiveron, que viu sua musa Gisele subir às estrelas na semana anterior e veio atenuar suas dores ouvindo, abraçando, afagando e sendo afagado e, principalmente, cantando uma emocionante Eu Sei Que Vou Te Amar (de Tom e Vinícius), que ele interpretou com ímpeto, dor e paixão, emudecendo a plateia presente. Marcos Silva, irmão do  saudoso Raberuan, trouxe-nos uns rascunhos do mano que ele guardava, leu emocionado um trecho, emocionou-nos e depois nos ofertou essas lembranças, deixou-nos de presente, de legado, por cuidado, por amor. E o coração da gente luta pra permanecer lúcido e pulsante diante de tantas benesses da vida, que a arte nos proporciona.
Passava das dez da noite quando tudo terminou. Mais de seis horas de sarau. E até agora, uma semana depois, continua retinindo aqui, em todos os meus (nossos) sentidos.
Presente de Sílvia Maria Ribeiro para a CA


Foto Luka Magalhães