segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Inéditos & Inacabados - roda de criação literária (julho)

Convite feito por Luka Magalhães

4 textos de Inês Santos

2 propostas de leitura feitas por Luka Magalhães


Texto de Escobar Franelas: "7ª Carta Crônica"

Era uma sexta...
Às vezes fico me perguntando porque nas fatalidades a gente fica impedido de dar um tchau, um beijo, um abraço, ao menos um aperto de mão. Amanhã fará quatro anos. 4 anos... e eu só pude fazer um gesto qualquer com as mãos, bem depois, na campa fria sob a névoa fina; só isso... a materialidade carne não conversa com o corpo diplomático evanescente.

Houve um domingo...
Ainda bem que antes eu passara com o Zuza lá, e pudemos rolar aquele dedinho de prosa que gostávamos muito. Eu não sabia, você não sabia, ninguém sabia, mas foi ali que nos despedimos sem nos abraçar, foi naquelas poucas horas que fizemos juras de amor sem saber, e foi por causa daquele dia, naquelas horas (oh, como é duro ser objetivo sem ser piegas nessas horas!...), que descobri que o amava, mais do que eu imaginava, mais do que você poderia supor. Pois o amor maior só se revela fora de seu tempo presente. E foi como presente que interpretei esse jogo de dados que "ao deus-dará", jogamos no tabuleiro da vida.

Na quinta...
O Preto não falou tchau, também não teve essa sorte. Tampouco a Raquel que, muda, fez lindos versos de amor devoto. Estávamos dançando a música do cotidiano - como você gostaria que fosse, disso eu sei - quando a microfonia acusou o fim do baile. Que baile(?)(!) Acabara o tango. Você se retirara da pista de dança.
Fiquei ali, atabalhoado, parvo, cara no nada, rosto contrito, sem visão ou audição, sem olfato ou paladar, o tato apenas para esculpi-lo na sua própria pele fria, e só. Nada tinha a acrescentar, o script já estava sendo escrito à revelia, e a mim só restava o vapor das horas, os minutos se (e "me") consumindo, até que se passasse aqueles momentos e esses anos todos, com uma saudade feroz, que eu - tolo! - achava que seria abrandada. Que nada! Só aumentou!

Era dia do meu aniversário! Ainda assim, obrigado, pai!


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Trinca de ases no Sarau da CA: Ana Cláudia Marques, Clayton de Souza e Daniele Carbonera

MC Akira clicado pelo Idevanir Arcanjo
Ana Cláudia Marques, poeta com veludo nas cordas vocais
Parte do público lindo da CA flagrado pelo olhar atento de idevanir Arcanjo
A obra visceral de Daniele Carbonera
Éder e Lígia: delírio sonoro anotado por Idevanir Arcanjo
Tiveron: simpatia musical eternizada pelo olhar de Idevanir Arcanjo



1. Regional "Toca do Choro"
2. Ana Cláudia Marques
3. Daniele Carbonera
4. Clayton de Souza
5. João Maloca
6. Jorgina
7. Santiago Dias
8. Mauri de Noronha
9. Ligia Regina e Éder Lima
10. Enide Santos
11. Euflávio Madeirart
12. José Pessoa
13. Akira Yamasaki

14. João Caetano do Nascimento
15. Jose Carlos Guerreiro
16. Silvio Kono
17. Canindé Medeiros de Lima
18. Alexandre Santo
19. Carlos Bacelar
20. Arnaldo Afonso
21. Mário Neves
22. José Darc Maya
23. Tiveron
24. Pérola Negra
25. Escobar Franelas
26. Punky Além da Lenda (exposição de artes visuais)

Este a seleção que subiu ao palco no 36º Sarau da Casa Amarela no domingo, 19 de julho.
Ana Cláudia Marques trouxe "O poente, o poético e o perdido", livro absurdamente gostoso de se ler, com sua pérolas imantadas de uma poiésis que bem merece um "P" maiúsculo; além da voz inebriante e o humor contagiante, uma simpatia natural que extravasa qualquer linguagem, sendo apenas e tão e somente sensação: sensação boa, de paz, de aconchego, de serenidade...
Também o professor e escritor Clayton de Souza veio com seu "Contos juvenistas" para ser relançado na CA. Clayton, que também é colaborador do jornal Rascunho (PR), um dos melhores - senão o melhor jornal de literatura do Brasil - nos apresentou sua prosa sensível cujo mote é o protagonismo juvenil. Plantou um bosque de saudades cujos frutos vamos colher nas folhas de sua obra.
Daniele Carbonera, heterônimo poético de Laércio da Silva, veio para a CA com sua nova obra, "Attacca mezzo forte incontido", um flerte da poesia com a Filosofia. Ouvi-lo recitando um trecho de sua obra foi um voo alto, em que suas asas levou-nos desde uma antiquíssima Grécia até o abismo da pós-transvanguarda, ou algo próximo dessa terminologia, se há.
Junte-se a participação especialíssima do regional Toca do Choro - a cereja do bolo - aliás, lembrando que a voz de cristal de São Miguel, o inimitável Pérola Negra fazia aniversário nesse dia, a presença marcante do cantador Mauri de Noronha, o catalisador de emoções Santiago Dias, a inspiração canora de Lígia Regina e Eder Lima, a presença inédita do jornalista Idevanir Arcanjo - São Miguel é um recanto do céu, com seus múltiplos arcanjos! - os bolos, os salgados, os doces, o café da Rosinha Morais, o sorriso indefectível da hostess Sueli Kimura... e tudo, tudo, absolutamente tudo, fica mais bonito nos domingos em que tem sarau na Casa Amarela.
Obrigado, Akira, pela ideia feliz de criar a nossa disneylândia poética uma vez por mês...
Tim-tim!

* Eita! E olhe que esqueci de falar da exposição dos trabalhos visuais do Punky, grafiteiro de mão cheia (e colorida) das bandas do Itaim, que espalha cores, sorrisos e humor por onde passa. Só pra reparar a mancada, Punky, a exposição, que ficaria até 31 de julho na Casa Amarela, agora vai ficar até 31 de agosto. Confere, produção?
A turma "amarela" no clique final de Ivanir Arcanjo
CD com a música de Ana Cláudia Marques, mimo sorteado durante o sarau, em foto de Lígia Regina
Clayton, saudado por mim, e clicado por Lígia Regina
A capa de Contos Juvenistas, fotografada por Lígia Regina
Daniele Carbonera lendo trecho de seu tratado poético-filosófico, clicado pela rapidez de Lígia Regina
A capa antológica da antologia de Ana Cláudia Marques, em clique de Lígia Regina
Toca do Choro, "cereja do bolo" que não escapou do clique de Lígia Regina


quarta-feira, 22 de julho de 2015

XXXVI Sarau da Casa Amarela - Resenha de Ana Claudia Marques


Era um domingo de julho. Um convite, há muito feito, havia sido aceito por mim, e eu desembarquei na Casa Amarela, em S. Miguel Paulista, lá pelo meio da tarde, acompanhada de marido e filho. Fui recepcionada por Akira Yamasaki e por Escobar Franelas, poetas de mão cheia e articuladores do Sarau da Casa Amarela.
Nos conhecemos – os três – através de Marciano Vasques, um ser humano de coração do tamanho do mundo, que uniu vários escritores numa antologia poética, em 2013. Desde então Akira vem me convidando para ir ao Sarau. Do outro lado da cidade  – eis a medida inexata da nossa distância. Foram necessários dois anos e um convite oficial para que eu chegasse àquela Casa.
Não havia percebido, até Akira começar a me apresentar, que eu era sua convidada especial. Especial, para mim, havia sido o convite! Relancei meu livro, O Poente, o Poético e o Perdido, em meio a muita gente atenta e afetuosa. Contei um pouco de minha trajetória e do nascimento deste livro, declamei alguns dos poemas, e cantei algumas músicas.
Conheci muitos outros bons artistas, das letras e dos sons; comi muito bolo de fubá delicioso, tomei o quentão da Rosinha, recebi o grande sorriso da Sueli, mulher do Akira, e zilhões de abraços e palavras maravilhosas de todos os que participaram do Sarau.
Tive a honra de fechar o evento com um grupo de chorinho fantástico o Toca do Choro, cantando Carinhoso. Emoção pura! Tudo ali transbordava: arte, amor, cuidados, amizade. Me senti acolhida, valorizada pela amizade de tão ilustres compadres de letras e música.
A vida é feita de momentos. Mas há momentos, como este, que fazem valer toda uma vida…
Ana Claudia Marques é poeta, cantora e compositora e esteve na Casa Amarela lançando seu livro 'O poente, o poético e o perdido'

quarta-feira, 24 de junho de 2015

XXXV Sarau da Casa Amarela



foto Altemira Rodrigues

Nas palavras de Mario Neves
Parecia miragem, mas foi real. Vejam a foto, parece impossível que um bando de artistas deste possa ter galgado o palco da Casa Amarela, em pouco mais de quatro horas de uma tarde-noite de domingo para apresentar a sua arte poética e musical.

Estão todos de parabéns, pela presença, pela amizade, e por suas apresentações. Mas tem algo que precisa ser dito que foi marcante e natural neste encontro poético, foi a manifestação espontânea da ala feminina, logo chamadas de “peroletes”, que acenando os braços aclamavam e pediam bis ao extraordinário cantor Perola Negra.

Sim parecia irreal, mas aconteceu e eu estava lá. 

Na cidade havia um grande evento, a já tradicional Virada Cultural, mas na Casa Amarela teve uma revira-vira virada cultural que nada ficou a dever e que com alegria e orgulho eu pude participar.# Se não falei tudo, falei o que pude.
Mario Neves


















Nas palavras de Silvia Maria Ribeiro
No Sarau A Casa Amarela - Espaço Cultural, 35º ontem, Ademir Assunção, Francis Gomes, Eder Lima. Ligia Regina,João Caetano Do Nascimento,Gilberto Braz, Enide Santos, Escobar Franelas, Luka Magalhaes, Euflávio,Jose Pessoa, Punky Além da Lenda, Edvaldo Santana, Joaquim Lima,Francisco Americo,Beto Rios, Edinho Twin, Mario Neves, as "filhas" do Padre Grilo e o precioso, mais que querido, Valdomiro Ferreira, o Pérola Negra, promoveram um delírio coletivo! Santo-daime o quê? Foi a poesia, a alegria, a energia,e a amizade! Vida que segue mais enriquecida a cada encontro. Viva!
Rosinha Morais, Sueli Kimura, Akira Yamasaki, Inês Santos, Tereza Por Tereza Magalhaes, Joel Dias Filho, Janete Braga Od Larama, Wagninho Barbosa...
Coreografia: Peroletes! 

Silvia Maria Ribeiro


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Inéditos & Inacabados - roda de criação literária "Ourives" (29/05/2015)

Arte de Luka Magalhães com sujeiras visuais de Escobar Franelas


2 textos de Rosinha Morais

(1)
Sob camadas de tantos anseios
Vislumbro um pequeno veio
Desbravo matas 
Atravesso desertos
Subo montanhas
Desço abismos
Adentro cavernas
Apenas para colher
Aquilo que sem saber
Tornou-se fonte da minha alegria
Desbasto tristezas
Invento certezas
Crio sonhos em relevos
Cravejados de fantasia
Furto o brilho do diamante
As cores das pedrarias
A transparência do cristal
Moldo
Esculpo
Dou forma à beleza
Até obter a flor mais rara
A joia mais cara
O bem mais preciso
O teu sorriso.

*Depois dos comentários durante o processo de leitura na roda, veio este:

(2)
Sob camadas de anseios
Vislumbro um pequeno veio
Desbravo matas 
Atravesso desertos
Subo montanhas
Desço abismos
Adentro cavernas
Apenas para colher
Aquilo que sem saber
Tornou-se minha fonte
Desbasto tristezas
Invento certezas
Crio sonhos em relevos
Cravejados de fantasia
Furto o brilho do diamante
As cores das pedrarias
A transparência do cristal
Moldo
Esculpo
Dou forma à beleza
Até obter a flor mais rara
A joia mais cara
O bem mais precioso...

Rosinha Morais

x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.


1 texto de Daniel Carvalho

Virtudes
Certamente, um dos anéis

mais lindos que já vi;
em sua delicada mão
criou ainda mais brilho e valor

o colar, os brincos
aumentavam sua vivacidade

Impossível não olhar para aquela mulher repleta de riquezas
e seu anel cheio de virtudes

olhar coberto de incertezas
joias cheias de fulgor

Mas quem é o autor de tão formosa construção?
a moça faz parte da obra
o joalheiro a coloca em exposição
e o ourives da forma e desforma a beleza que já existe

O encanto das joias nasce
das rochas tristes
em jazidas que choram

nasce em algum lugar distante,
na África,
em que não há escolas, nem hospitais
onde pobres mineiros 
são artistas de vida amarga
que valem menos suas obras
que não aprenderam a ler,
nem foram lidos por nós!

Tilinta o martelo que fere a rocha...
Tilinta a moeda que fere a dignidade...
O preço do belo custa notas de humanidade
Pagamos tão caro para sermos belo
Pagamos caro para nos tornarmos tão feios

Daniel Carvalho
x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.

6 textos de Inês Santos





x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.

2 textos de Escobar Franelas

Canção clara
Basta uma única manhã
úmida do sol de outono
uma manhã preguiçosa
estirada sobre o cavalete
estourada em cores e sabores
ou numa canção de caetano.

Basta este clarão
esse ás tirado à sorte
essa primavera que se ameaça
essa sinfonia em sol maior
(com nona aumentada)
esse ar marinho embraigante.

Basta isso
e verão
que o inverno
são os outros.


*Após as considerações da banca, o 12º verso foi trocado de lugar.

Canção clara
Basta uma única manhã
úmida do sol de outono
uma manhã preguiçosa
estirada sobre o cavalete
estourada em cores e sabores
ou numa canção de caetano.

Basta esse clarão
esse ás tirado à sorte
essa primavera que se ameaça
esse ar marinho embriagante
essa sinfonia em sol maior
(com nona aumentada).

Basta isso
e verão
que o inverno
são os outros.

Escobar Franelas

x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.


3 textos de Sueli Kimura

Haikai - variações do mesmo tema (ourives)
Pingente baila 
no colo confunde-se 
com as lágrimas 

- *-*-*-*-*-

Pingente baila
delicado como a
lágrima que cai

- *-*-*-*-*-

No choro sentido
pingente e lágrimas

bailam, fundem-se

x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.

1 texto de Armando Oshiro



Serás sempre o que te quero
As palavras que nascem da vida
Como soubessem do eterno
Nos misturam numa trama
Dos teus versos trançam laços
Num segredo do tempo

Esse temor de amar que se agiganta
Nos faz causa e mistério
Sem nos ver na profunda escuridão
O amor mergulha
Se divide em nossas vidas

As almas tocam entre o sermos
Trocam os corpos na existência
Nos faz onde o desejo sussurra 
A causa dos arrepios
Se derrama incontida sobre o sonho

Valha-me ser em teus caminhos
Os caminhos que te encontram
Onde ecoam minhas preces
Entre a febre e o frio
Enquanto restar-me os arrepios

Restar-me ser mesmo não tendo
Mesmo enquanto não me queiras
Serás sempre o que te quero
E por querer-te mais ainda
Mesmo quando não te queiras

Mais ainda vou querer-te
Serás sempre o que te quero

Armando Oshiro

x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.






terça-feira, 2 de junho de 2015

II encontro Inéditos e Inacabados - Resenha de Rosinha Morais



A segunda edição do projeto Inéditos & Inacabados, da Casa Amarela, além de manter o nível de qualidade que apresentou na primeira edição, com textos que vinham tão completos que não cabia nenhuma modificação ou comentário, que fez os presentes viajarem por universos mais complexos, como o da música, as palavras ganharam nuances de notas musicais, não na escala simples, mas a mais complexa, com Daniel e Sacha Arcanjo nos dando uma aula entre uma leitura e outra.
A novidade ficou por conta da presença do Punky Além da Lenda e sua exposição que continua acontecendo, com toda a intensidade de sua poesia visual que enche os olhos dos que tem o prazer de observá-la, nas mais diferentes facetas do artista, que nos contou como algumas foram realizadas.
Vieram as surpresas, a primeira por conta da Sueli Kimura que surpreendeu a todos com seus HaiKais, que segundo ela, era apenas uma tentativa. E que tentativa, conseguiu arrancar elogios de todos que ali estavam, com a qualidade e comprometimento. Em seguida, foi a vez da Inês, que ao contrário de outros, não teve dificuldade alguma para trabalhar com o tema e nos levou não apenas um, mas vários poemas. Escobar Franelas mais uma vez sacou sua poesia inquietante. Daniel além dos conhecimentos musicais, surpreendeu a todos com a poesia e a humildade.
Como surpresa é algo inerente à Casa Amarela, chegou o Armando, atrasado e ofegante depois da aventura de atravessar São Paulo, da divisa de Diadema até São Miguel Paulista e que junto com sua longa história de vida, apresentou sua poesia surpreendente. Teve o Mário Neves com a certeza que o poema que ia nos apresentar não era de sua autoria, mas de algum espírito que baixou nele, num dia de angústia, fome e cansaço. Aliás, depois de lido, realmente houve várias tentativas de assumir a autoria do mesmo. O Luka, como sempre, levou sua poesia e sua câmera para garantir que tudo ficasse muito bem registrado
Ainda teve mais, a chegada do Evandro Navarro, que levado por um amigo, foi conhecer o Akira Yamasaki pessoalmente.
Tudo isso sob a batuta do talentoso Gilberto Braz, que foi o mediador da roda e nos levou uma belezura de poema concreto e interativo.


Rosinha Morais

terça-feira, 26 de maio de 2015

Pombas Urbanas na Casa Amarela



comadres e compadres, a casa amarela recebeu hoje de manhã com imensa alegria e não menos honra, a visita do pombas urbanas com quatro grupos de teatro gerados em suas oficinas, para uma troca de figurinhas, saberes, experiências, conhecimentos e reflexões, com o pessoal da casa amarela e com remanescentes do movimento popular de arte, o mpa, numa atitude colaborativa entre artistas populares de no mínimo três gerações diferentes que atuam na região. no fim a conversa acabou girando em torno da história do mpa mas já ficou marcado um novo encontro para um dos próximos blablablás quando esta ação colaborativa entre os grupos será aprofundada. no encerramento do evento teve até espaço para rápidas apresentações como esta que segue, do grupo filhos da dita, primeiro grupo nascido nas oficinas de teatro do pombas urbanas, a quem a casa amarela agradece pela manhã maravilhosa proporcionada.


Akira 24/05/2015 
Adriano Paes Mauriz




















fotos do arquivo pessoal de Luka Magalhães