terça-feira, 26 de maio de 2015

Pombas Urbanas na Casa Amarela



comadres e compadres, a casa amarela recebeu hoje de manhã com imensa alegria e não menos honra, a visita do pombas urbanas com quatro grupos de teatro gerados em suas oficinas, para uma troca de figurinhas, saberes, experiências, conhecimentos e reflexões, com o pessoal da casa amarela e com remanescentes do movimento popular de arte, o mpa, numa atitude colaborativa entre artistas populares de no mínimo três gerações diferentes que atuam na região. no fim a conversa acabou girando em torno da história do mpa mas já ficou marcado um novo encontro para um dos próximos blablablás quando esta ação colaborativa entre os grupos será aprofundada. no encerramento do evento teve até espaço para rápidas apresentações como esta que segue, do grupo filhos da dita, primeiro grupo nascido nas oficinas de teatro do pombas urbanas, a quem a casa amarela agradece pela manhã maravilhosa proporcionada.


Akira 24/05/2015 
Adriano Paes Mauriz




















fotos do arquivo pessoal de Luka Magalhães

sábado, 16 de maio de 2015

a arte de um punk lendário na casa amarela - por Akira Yamasaki


Punky Alem da Lenda


não vou comentar os desenhos, ilustrações e
pinturas que fazem parte da exposição do
artista Punky Além da Lenda na casa amarela.
não vou comentar porque não sou louco, não
entendo nada destas artes e modéstia à parte
só sei gostar ou não gostar e o que posso
dizer é que gosto muitíssimo dos cerca de
cinquenta trabalhos que ficarão expostos na
casa até o final de agosto e que acompanham
quase de forma didática as diversas fases da
trajetória deste lendário artista do extremo
leste de sampa. melhor deixar que as fotos
de algumas obras falem por mim.

Akira, Maio/2015 









Escobar Franelas e Punky

Fotos do acervo pessoal de Luka Magalhães

quinta-feira, 14 de maio de 2015

erre amaral e a caravana rolidey - por Akira Yamasaki


Erre Amaral
então meu compadre erre amaral veio a são miguel paulista com o seu projeto caravana rolidey, que acampou de mala, cuia, poesias, contos, romances, livros e corações cheios de afetos e amizades na casa de farinha, sexta – 08/05, e na casa amarela, sábado – 09/05, e participou nestas duas casas de mais uma grande celebração da alegria, da emoção, da poesia, da música, da troca de afetos e experiências entre dezenas de autores de lugares diferentes e, principalmente, da generosidade humana – sentimento que só mesmo a arte é capaz de produzir em sua plenitude, e tudo terminou novamente em versos, cantorias, e beijos e abraços apertados noites adentro. 

se eu entendi direito acho o caravana rolidey uma idéia genial, e como todas as idéias geniais, de simples e fácil operacionalização. basicamente o projeto do erre é de realização de intercâmbio literário, cultural e pessoal entre autores (poetas, escritores, músicos e outros) de vários locais do brasil com realização de eventos como saraus, palestras, debates, cantorias, exposições ou outros formatos, em uma determinada localidade.


funciona mais ou menos assim: periodicamente o erre monta a caravana com autores disponíveis no momento e carrega a trupe para uma localidade no país, sexta e sábado passados, eles, erre amaral mais sergio fantini, adriane garcia e germano quaresma, vieram a são miguel e já estou sabendo que no mês que vem o acampamento será instalado em santos, reduto do poeta e escritor germano quaresma, e assim sucessivamente, talvez num futuro próximo vire algo assim, chutômetro puro, como pequenas feiras de autores independentes/ marginais / alternativos ou que simplesmente não façam parte dos circuitos oficiais de produção e distribuição.


Adriane Garcia

Manoel Herzog

Sergio Fantini

cada qual vai por sua conta na caravana rolidey, não tem grana na parada, nem oficial nem extraoficial, não tem rabo preso com ninguém e talvez por isso eu ache que a idéia é atraente e tenha que ser entendida como uma brincadeira de juntar e conhecer pessoas, trocar experiências e abraços, trocar conhecimentos, reflexões e abraços, e vender alguns livros e brigar para construir públicos para a leitura, e ajudar a alimentar a chama da poesia e da amizade, e trocar abraços. 
desculpe a punhetagem toda, compadre erre, e parabéns pela caravana rolidey – a idéia é tão simples, porque não a tive?, que tem tudo para dar certo e, você queira ou não queira, já estou dentro.




























Na Casa de Farinha
Na Casa Amarela

fotos do acervo pessoal de Luka Magalhães e Francisco Xavier

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Caravana Rolidey - literatura na estrada


adriane garcia, erre amaral, manoel herzog
e sérgio fantini estão confirmados no casas
de farinha e amarela especial de maio
comadres e compadres em maio receberemos em são
miguel paulista, quatro dos maiores poetas e escritores
brasileiros contemporâneos: Erre Amaral, manoel herzog
(Germano Quaresma), Adriane Garcia e Sérgio Fantini,
para lançamento de seus livros. para receber estas feras
as casas de farinha e amarela prepararam uma grande
programação especial dividida em dois dias, 08 e 09/05,
e em dois espaços diferentes. confiram:

08/05/2015 – 6ª feira, a partir das 20h, na casa de farinha
(rua santa rosa de lima, 1341, são miguel paulista – são
paulo, altura do nº 1800 da marechal tito).
programa
. show musical com “os cabras de baquirivú”
. pocket show com o “blues on the rock’s”, grupo formado
pelos poetas e compositores metroviários Gilmario ribeiro,
Claudir Barbosa e Marco Antonio Fernandes Araújo
. lançamentos dos livros "uma denise", de erre amaral, "a
comédia de alissia bloom", de manoel herzog, "o nome
do mundo", de adriane garcia, além de "novella" e "a ponto
de explodir", sergio fantini
. palco livre e microfone aberto
09/05/2015 – sábado, a partir das 15h, na casa amarela (rua
julião pereira machado, 07, são miguel paulista – são paulo,
em frente ao colégio hugo takahashi e próximo à sabesp)
programa
. blábláblá da casa amarela, mediado por Escobar Franelas
e com mesa formada por erre amaral, manuel rerzog, sergio
fantini e adriane garcia que falarão dos seus livros, carreiras
literárias e temas sobre literatura a definir.
. sarau da casa amarela, com palco livre e microfone aberto.
traga sua alegria e sua emoção
traga sua poesia e sua canção
quem vier será bentivindo
Akira/Maio2015

Akira Yamasaki

sexta-feira, 24 de abril de 2015

XXXIII Sarau da Casa Amarela - Resenha de Gilberto Braz



É show, é gol!
Eram 15h:10 min quando cheguei na Casa Amarela neste domingo de semifinais e clássicos históricos: o derbi paulista, Corinthians x Palmeiras, que teria lugar aqui pertinho, em Itaquera; e o não menos tradicional clássico SanSão a ser disputado nos domínios santistas. Mas enganava-se quem pensava que haviam duas disputas. Na verdade, as duas disputas eram três, porque tão logo cheguei, corri os olhos pela casa e vi que éramos poucos. Alguem comentou sobre a concorrência desleal da Globo, marcando os jogos para o mesmo horário do Sarau da Casa Amarela. Dos habituais frequentadores, apenas eu e Luka Magalhães. Além de nós, Carlos Mahlungo, Odair e Ricardo Peçanha cuidavam de plugar os instrumentos para iniciar a passagem de som. Não mais do que 4 lugares estavam ocupados, um deles por Antônio Mioto, outro por Germano Gonçalves. Da coxia imaginária, Mahlungo abriu a cortina e espiou pela fresta. Alguem comentou: "é, hoje tem jogo..." Eu tratei de tranquilizar: daqui a pouco o pessoal começa a chegar e isso aqui vai encher. E aos poucos o pessoal foi chegando. Como não temos compromisso com a TV, com publicidade ou com grade de programação, demos aquela atrasadinha para que os amigos, entre beijos e abraços, pudessem celebrar a arte do encontro .

O relógio marcava exatamente 16h:14min quando Akira Yamasaki subiu ao palco para abrir o 33º Sarau da Casa Amarela. Em breves palavras declamou um poema. Primoroso. Humilde, preparou o clima, e convidou este escriba para anunciar a primeira das muitas atrações especialíssimas da tarde/noite do domingo de duplo clássico que teve a acirrada concorrência da Casa Amarela. Então chamei ao palco Carlos Mahlungo, que veio acompanhado de seu violão e da percussão maneira e cheia de gingas do Odair. Diante de olhares e ouvidos atentos, Mahlungo cantou Outros Olhos, e nos brindou com toda a poesia e musicalidade das Minas Gerais. Borboletou em seguida, com sua voz melodiosa de seda. E para quem queria saber quanto estava o jogo, não se fez de rogado, e respondeu com Flores na Porta do Gol. Mahlungo é show, é gol!, como diz sua música. Então fomos para o intervalo.
Na volta, o gramado, digo, o palco da Casa Amarela recebeu dois craques: Manogon Manoel Gonçalves e Germano Gonçalves, o urbanista concreto. Manogon, escritor, ator, dramaturgo e artista gráfico, convidado especialíssimo, deu-nos a honra de lançar o seu livro de poemas, Caminhos Tortos, editado dentro da coleção Exemplos. Trouxe todo o seu lirismo, em poemas densos e intensos. Em seguida foi a vez de outro convidado especial da tarde. O urbanista concreto, Germano Gonçalves, contou-nos parte de sua trajetória, da descoberta da literatura ao ato de escrever. Da vontade de publicar um livro aos muitos "nãos", verdadeiros tapas na cara que quase todo artista da periferia recebe da "mão invisível do mercado". Mas ele prosseguiu, e nos deliciamos com sua crônica viva; todos rimos, porque a gente costuma rir da própria desgraça depois que ela passa. Mas a coisa foi ficando séria, e o Urbanista contou num poema a história de uma criança, um menino que atirava para tudo quanto é lado, para tudo quanto é alvo: pa! pa!, pa!. E nos conduziu pela história daquele muleque, que não parou de atirar nem quando chegou a polícia: pa! pa!, pa! . E emocionou a todos quando finalmente revelou que o menino atirava pa! pa! palavras...

Até aí, goleada da Casa Amarela sobre a programação fútil do entretenimento massificante. Mas tinha mais. Tinha muito mais. Palco livre, microfone aberto, emprestaram o seu talento maravilhosos artistas da estirpe de Santiago Dias, Mauri de Noronha, que nos agraciou com sua visita pela primeira vez, seo José Pessoa, encantador, e agora cantor!, Mario Neves, sempre com grande estilo, Andrea Garcia, a viajante do Trem, Ricardo Peçanha, músico, cantor, compositor, também estreando, Edinho Twin e Val Branco, cujo indiscutível talento traz aquele profundo silêncio para que os acordes de Twin e a declamação perfeita e singular de Val possam reverberar pela Casa e nos encher os olhos de lágrimas... Paulinho Dhi Andrade, visceral. Ainda tivemos muitos outros artistas e para fechar a noite em grande estilo: Sacha Arcanjo, que deu quatro saideras pra contemplar a todos com suas canções explêndidas.

Foi uma tarde/noite memorável, mais uma vez. Ao final, o Akira e o Escobar ainda levaram de lambuja a felicidade de saber que o seu Palmeiras havia eliminado o Coringão da semifinal. Como na música de Mahlungo: Casa Amarela é Show! É Gooooollll!!!!!. É isso. E em maio tem mais.

Gilberto Braz

segunda-feira, 30 de março de 2015

Textos que foram lidos e discutidos na roda literária Inéditos e Inacabados


foto Rosinha Morais


"O julgamento do Óbvio"

as batidas do martelo
cortavam o murmúrio das vozes
era preciso ordem e sensibilidade no tribunal
faz frio em dias de julgamento
pelas frestas das janelas
uma névoa cinzenta invade o plenário
dos lábios do júri
escorria uma saliva de ódio
e das mãos do juiz
o martelo ainda gritava:
"ordem e sensibilidade no tribunal!"
a flor não rompia o chão daquela sala
o asfalto, nem os corações
em dias de julgamento
não há silêncio, somente há náusea
na cadeira do réu
sentava-se o Óbvio
o advogado tentava defendê-lo
os muros do tribunal estavam surdos
Que tempos são estes?

(Daniel GTR)

foto Rosinha Morais


foto Rosinha Morais


SENTENÇA

o tempo veio me visitar hoje
ou ontem, ou amanhã
não sei bem.
o tempo é um jazzman
- exímio saxofonista.


conversamos muito sobre nós:
o que foi
o que poderia ter sido.



o tempo é maestro.
Escobar Franelas

foto Daniel GTR


O carro desviava dos buracos no asfalto. Jorge é um bom motorista, prudência e atenção são características bem acentuadas da sua personalidade, apesar da pouca idade do rapaz. O GPS indicava o caminho, mas não informava nada sobre as condições do mesmo. No som do carro um RAP fazia alusão à política, despertando nele, um sorriso de ironia e uma constatação: – É meu amigo! Há sempre que se fazer algo para melhorar a situação, mas só melhora mesmo em tempo de eleição. Se passa uma maquiagem, pura enganação e ainda somos culpados por não prestar atenção, colocamos qualquer um no comando. Cidadão? Talvez sim, talvez não. Fazemos parte de um circo sem nenhuma direção. Não demorou muito e chegou ao seu destino, uma visita domiciliar a um cliente na intenção de realizar uma venda. Sequer desceu do carro. Ao seu lado parou uma viatura da polícia, armas apontadas para ele: – Ei rapaz, você mora aqui? – Não senhor! – E porque está parado aí? – Vim visitar um cliente. Marcamos uma reunião. – E esse carro, é seu? – É sim senhor. – Está em seu nome? – Não senhor, está no nome do meu pai. – Tudo bem rapaz, mas estamos de olhos abertos... Jorge é um jovem, ouve RAP, raspa a cabeça e cultiva uma barba. (Rosinha Morais)

foto Daniel GTR

quarta-feira, 25 de março de 2015

Inéditos e Inacabados - transformando rascunhos

Se puder ou quiser, faça um texto de qualquer gênero com o título "Inquérito e julgamento".
Na roda que será formada, cada um lerá o seu texto e todos comentarão, explicitando ao menos um detalhe positivo e outro "não elogioso" do texto lido.
A ideia é que tanto o elogio quanto a "crítica" sejam manifestados por todos e para todos.

Sábado agora, 4 da tarde, na Casa Amarela. 

Evento na faixa