adriane garcia, erre amaral, manoel herzog
e sérgio fantini estão confirmados no casas
de farinha e amarela especial de maio
comadres e compadres em maio receberemos em são
miguel paulista, quatro dos maiores poetas e escritores
brasileiros contemporâneos: Erre Amaral, manoel herzog
(Germano Quaresma), Adriane Garcia e Sérgio Fantini,
para lançamento de seus livros. para receber estas feras
as casas de farinha e amarela prepararam uma grande
programação especial dividida em dois dias, 08 e 09/05,
e em dois espaços diferentes. confiram:
08/05/2015 – 6ª feira, a partir das 20h, na casa de farinha
(rua santa rosa de lima, 1341, são miguel paulista – são
paulo, altura do nº 1800 da marechal tito).
programa
. show musical com “os cabras de baquirivú”
. pocket show com o “blues on the rock’s”, grupo formado
pelos poetas e compositores metroviários Gilmario ribeiro,
Claudir Barbosa e Marco Antonio Fernandes Araújo
. lançamentos dos livros "uma denise", de erre amaral, "a
comédia de alissia bloom", de manoel herzog, "o nome
do mundo", de adriane garcia, além de "novella" e "a ponto
de explodir", sergio fantini
. palco livre e microfone aberto
09/05/2015 – sábado, a partir das 15h, na casa amarela (rua
julião pereira machado, 07, são miguel paulista – são paulo,
em frente ao colégio hugo takahashi e próximo à sabesp)
programa
. blábláblá da casa amarela, mediado por Escobar Franelas
e com mesa formada por erre amaral, manuel rerzog, sergio
fantini e adriane garcia que falarão dos seus livros, carreiras
literárias e temas sobre literatura a definir.
. sarau da casa amarela, com palco livre e microfone aberto.
traga sua alegria e sua emoção
traga sua poesia e sua canção
quem vier será bentivindo
A Casa Amarela – Espaço Cultural, localizada em São Miguel Paulista (SP), iniciou suas atividades em Março de 2011 e foi pensada para, em todos seus ambientes, respirar a criação humana e seus desdobramentos onde música, teatro, literatura, cinema, artes visuais, filosofia, história ou simplesmente a conversa entre seus visitantes possa ser aconchegante e convidativa para novas descobertas.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Caravana Rolidey - literatura na estrada
sexta-feira, 24 de abril de 2015
XXXIII Sarau da Casa Amarela - Resenha de Gilberto Braz
É show, é gol!
Eram 15h:10 min quando cheguei na Casa Amarela neste domingo de semifinais e clássicos históricos: o derbi paulista, Corinthians x Palmeiras, que teria lugar aqui pertinho, em Itaquera; e o não menos tradicional clássico SanSão a ser disputado nos domínios santistas. Mas enganava-se quem pensava que haviam duas disputas. Na verdade, as duas disputas eram três, porque tão logo cheguei, corri os olhos pela casa e vi que éramos poucos. Alguem comentou sobre a concorrência desleal da Globo, marcando os jogos para o mesmo horário do Sarau da Casa Amarela. Dos habituais frequentadores, apenas eu e Luka Magalhães. Além de nós, Carlos Mahlungo, Odair e Ricardo Peçanha cuidavam de plugar os instrumentos para iniciar a passagem de som. Não mais do que 4 lugares estavam ocupados, um deles por Antônio Mioto, outro por Germano Gonçalves. Da coxia imaginária, Mahlungo abriu a cortina e espiou pela fresta. Alguem comentou: "é, hoje tem jogo..." Eu tratei de tranquilizar: daqui a pouco o pessoal começa a chegar e isso aqui vai encher. E aos poucos o pessoal foi chegando. Como não temos compromisso com a TV, com publicidade ou com grade de programação, demos aquela atrasadinha para que os amigos, entre beijos e abraços, pudessem celebrar a arte do encontro .
O relógio marcava exatamente 16h:14min quando Akira Yamasaki subiu ao palco para abrir o 33º Sarau da Casa Amarela. Em breves palavras declamou um poema. Primoroso. Humilde, preparou o clima, e convidou este escriba para anunciar a primeira das muitas atrações especialíssimas da tarde/noite do domingo de duplo clássico que teve a acirrada concorrência da Casa Amarela. Então chamei ao palco Carlos Mahlungo, que veio acompanhado de seu violão e da percussão maneira e cheia de gingas do Odair. Diante de olhares e ouvidos atentos, Mahlungo cantou Outros Olhos, e nos brindou com toda a poesia e musicalidade das Minas Gerais. Borboletou em seguida, com sua voz melodiosa de seda. E para quem queria saber quanto estava o jogo, não se fez de rogado, e respondeu com Flores na Porta do Gol. Mahlungo é show, é gol!, como diz sua música. Então fomos para o intervalo.
Na volta, o gramado, digo, o palco da Casa Amarela recebeu dois craques: Manogon Manoel Gonçalves e Germano Gonçalves, o urbanista concreto. Manogon, escritor, ator, dramaturgo e artista gráfico, convidado especialíssimo, deu-nos a honra de lançar o seu livro de poemas, Caminhos Tortos, editado dentro da coleção Exemplos. Trouxe todo o seu lirismo, em poemas densos e intensos. Em seguida foi a vez de outro convidado especial da tarde. O urbanista concreto, Germano Gonçalves, contou-nos parte de sua trajetória, da descoberta da literatura ao ato de escrever. Da vontade de publicar um livro aos muitos "nãos", verdadeiros tapas na cara que quase todo artista da periferia recebe da "mão invisível do mercado". Mas ele prosseguiu, e nos deliciamos com sua crônica viva; todos rimos, porque a gente costuma rir da própria desgraça depois que ela passa. Mas a coisa foi ficando séria, e o Urbanista contou num poema a história de uma criança, um menino que atirava para tudo quanto é lado, para tudo quanto é alvo: pa! pa!, pa!. E nos conduziu pela história daquele muleque, que não parou de atirar nem quando chegou a polícia: pa! pa!, pa! . E emocionou a todos quando finalmente revelou que o menino atirava pa! pa! palavras...
Até aí, goleada da Casa Amarela sobre a programação fútil do entretenimento massificante. Mas tinha mais. Tinha muito mais. Palco livre, microfone aberto, emprestaram o seu talento maravilhosos artistas da estirpe de Santiago Dias, Mauri de Noronha, que nos agraciou com sua visita pela primeira vez, seo José Pessoa, encantador, e agora cantor!, Mario Neves, sempre com grande estilo, Andrea Garcia, a viajante do Trem, Ricardo Peçanha, músico, cantor, compositor, também estreando, Edinho Twin e Val Branco, cujo indiscutível talento traz aquele profundo silêncio para que os acordes de Twin e a declamação perfeita e singular de Val possam reverberar pela Casa e nos encher os olhos de lágrimas... Paulinho Dhi Andrade, visceral. Ainda tivemos muitos outros artistas e para fechar a noite em grande estilo: Sacha Arcanjo, que deu quatro saideras pra contemplar a todos com suas canções explêndidas.
Foi uma tarde/noite memorável, mais uma vez. Ao final, o Akira e o Escobar ainda levaram de lambuja a felicidade de saber que o seu Palmeiras havia eliminado o Coringão da semifinal. Como na música de Mahlungo: Casa Amarela é Show! É Gooooollll!!!!!. É isso. E em maio tem mais.
![]() |
| Gilberto Braz |
segunda-feira, 30 de março de 2015
Textos que foram lidos e discutidos na roda literária Inéditos e Inacabados
![]() |
| foto Rosinha Morais |
"O julgamento do Óbvio"
as batidas do martelo
cortavam o murmúrio das vozes
era preciso ordem e sensibilidade no tribunal
faz frio em dias de julgamento
pelas frestas das janelas
uma névoa cinzenta invade o plenário
dos lábios do júri
escorria uma saliva de ódio
e das mãos do juiz
o martelo ainda gritava:
"ordem e sensibilidade no tribunal!"
a flor não rompia o chão daquela sala
o asfalto, nem os corações
em dias de julgamento
não há silêncio, somente há náusea
na cadeira do réu
sentava-se o Óbvio
o advogado tentava defendê-lo
os muros do tribunal estavam surdos
Que tempos são estes?
(Daniel GTR)
![]() |
| foto Rosinha Morais |
![]() |
| foto Rosinha Morais |
SENTENÇA
o tempo veio me visitar hoje
ou ontem, ou amanhã
não sei bem.
o tempo é um jazzman
- exímio saxofonista.
conversamos muito sobre nós:
o que foi
o que poderia ter sido.
o tempo é maestro.
Escobar Franelas
O carro desviava dos buracos no asfalto. Jorge é um bom motorista, prudência e atenção são características bem acentuadas da sua personalidade, apesar da pouca idade do rapaz. O GPS indicava o caminho, mas não informava nada sobre as condições do mesmo. No som do carro um RAP fazia alusão à política, despertando nele, um sorriso de ironia e uma constatação: – É meu amigo! Há sempre que se fazer algo para melhorar a situação, mas só melhora mesmo em tempo de eleição. Se passa uma maquiagem, pura enganação e ainda somos culpados por não prestar atenção, colocamos qualquer um no comando. Cidadão? Talvez sim, talvez não. Fazemos parte de um circo sem nenhuma direção. Não demorou muito e chegou ao seu destino, uma visita domiciliar a um cliente na intenção de realizar uma venda. Sequer desceu do carro. Ao seu lado parou uma viatura da polícia, armas apontadas para ele: – Ei rapaz, você mora aqui? – Não senhor! – E porque está parado aí? – Vim visitar um cliente. Marcamos uma reunião. – E esse carro, é seu? – É sim senhor. – Está em seu nome? – Não senhor, está no nome do meu pai. – Tudo bem rapaz, mas estamos de olhos abertos... Jorge é um jovem, ouve RAP, raspa a cabeça e cultiva uma barba. (Rosinha Morais)
![]() |
| foto Daniel GTR |
quarta-feira, 25 de março de 2015
Inéditos e Inacabados - transformando rascunhos
Se puder ou quiser, faça um texto de qualquer gênero com o título "Inquérito e julgamento".
Na roda que será formada, cada um lerá o seu texto e todos comentarão, explicitando ao menos um detalhe positivo e outro "não elogioso" do texto lido.
A ideia é que tanto o elogio quanto a "crítica" sejam manifestados por todos e para todos.
Na roda que será formada, cada um lerá o seu texto e todos comentarão, explicitando ao menos um detalhe positivo e outro "não elogioso" do texto lido.
A ideia é que tanto o elogio quanto a "crítica" sejam manifestados por todos e para todos.
Sábado agora, 4 da tarde, na Casa Amarela.
Evento na faixa
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Blablablá na CA - É sábado, dia 28
Depois do hiato de alguns meses (o último tinha sido em setembro do ano passado), o Blablablá na Casa Amarela retoma suas atividades em 28 de fevereiro próximo.
O ano 3 do evento que discute produção cultural independente no ambiente periférico traz os nomes emblemáticos dos articuladores Victor Rodrigues e Ruivo Lopes, além da poeta e professora Socorro Nunes, que vem de Pernambuco e aporta na Casa pela segunda vez em menos de um ano.
Victor Rodrigues é poeta, articulador de proejtos como Praga de Poeta e Ninguém Lê, entre tantos outros. Escritor, educador e produtor cultural, cita-se como "uma praga de poeta que insulta e que, no final das contas, só quer aprender a continuar a ser menino. Acha que escreve versos para aumentar o mundo. Vive ambulante e maloqueirista, mesquiteiro no todos por um".
Pode ser encontrado em facebook.com/pragadepoeta ou pragadepoeta@gmail.com.
Já Ruivo Lopes é poeta, escritor, pedagogo de formação e educador pela vida, ativista cultural e dos direitos humanos. Tem textos publicados em antologias literárias na cena marginal-periférica e independente e mantém um blog sobre poéticas políticas: www.ruivolopes.blogspot.com.
E Socorro Nunes nasceu em Araripe (CE). Mudou-se para Minas Gerais onde viveu por quase 30 anos nas cidades de Belo Horizonte e São João del-Rei. A partir de 2004, quando doutorou-se em educação, tornou-se professora da Universidade Federal de São João del-Rei. Desde 2013 reside no Recife como professora do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco. Viveu em Londres realizando seu pós-doutorado em cultura escrita, letramento e alfabetização. A autora tem textos publicados em coletâneas e em redes sociais. Na Casa Amarela ela estará autografando seu livro rec[em lançado "Meu Samba", sua primeira viagem pela poesia impressa.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
O primeiro sarau de 2015
![]() |
| Arte de Luka Magalhães |
![]() |
| Foto: Luka Magalhães |
A Casa Amarela - Espaço Cultural, entrou em 2015 sob o ritmo das mudanças. Depois de trocentos problemas na estrutura, arriscamos convidar amigos para que ajudassem a dar um "talento" no local. Foi justamente aí que veio a surpresa bonita disso tudo: tantos, vários, muitos, muitíssimos, se prontificaram a dar uma força, que quando pulamos a linha do tempo em dois meses, pudemos contemplar que aquela máxima que a Sueli sempre afirma, "quem tem amigos não degenera", funciona. Pelo menos no caso da CA, que tem amigos (muito amigos) que não abriram mão de brilhar com a gente.
Esses tais juntaram suas moedas, cérebros, músculos, braços, pernas e olhos e fizeram um mutirão em prol da Casa Amarela. Pronto! O espaço agora tem um banheiro mais decente, cresceu em algumas direções internas, a área de convivência saiu de frente do antigo banheiro e agora tem um reservadinho bacaninha, de frente para a geladeira (hehehehe), e não temos mais aquela sensação de estarmos dentro de um caldeirão nos dias de calor, parece que o ar está circulando melhor.
E ontem, 22 de fevereiro, o primeiro sarau de 2015 celebrou essa arte maior: a amizade. Para iluminar a festa com decência, foram chamados dois convidados especialíssimos: Lucas Afonso, que veio com sua banda Visões de Severino (Robson Heloyn, guitarra; Nicolas Carneiro, baixo; Beto Nascimento, bateria), para lançar seu EP "À Margem". Também a poeta e produtora cultural Débora Garcia compareceu lançando seu belíssimo trabalho "Coroações", um libelo poético em busca da ancestralidade e da liberdade através da poesia. Em ambas as apresentações, o público teve acesso a um atacadão de pílulas poético-musicais da melhor variedade. Lucas trazendo o casamento contemporâneo da poeticidade urbana e a musicalidade metropolitana. Já Débora desfilou a fina flor de uma poesia que busca o atalho entre a ancestralidade e a atualidade, sem perder o foco da procura pela beleza da liberdade. Axé!
Mas o sarau - como sempre - teve muito, muito mais, mas muito mais mesmo: e tome-lhe Akira, um autêntico mestre de cerimônias sem cerimônias, trazendo, uma a uma, as atrações que desfilavam por dentro da Casa: Santiago Dias, poeta acima de qualquer suspeita; este escriba que vos escreve, o carismático Arnaldo Afonso, a esfuziante Cida Sarraf, Xavier enfim falando meia dúzia de palavras no palco, Tiveron com a maestria de sempre, Lígia e Éder (Lígia retornando de uma dengosa dengue, mas já retomando um espaço que sabe ocupar como poucas, o palco, e o Éder... bem, para falar do Éder,qualquer adjetivo elogioso é reducionista), Gouveia de Hélias (uma gratíssima surpresa em S. Miguel), Antonio Miotto (atento, curiosos, antenado, recortando mais de 40 km de Sampa com sua bike, só para estar nos saraus de S. Miguel desse domingo), Sandra Frietha (a dama da poesia do Itaim), seu José Pessoa (infatigável), Mário Neves e suas performances certeiras, Luka Magalhães e seu dom de convencer através da arte, Tião Baia (talvez um dos poucos caras que conseguem cantar e sorrir ao mesmo tempo, sem desafinar), Milton Luna (uma entidade feicibuquiana que todos julgavam que não existia), Wagninho - o Nervosinho - Barbosa, debutanto no palco da Casa, o elegantérrimo Carlos Bacelar, o catártico Euflávio Madeirart, Henrique Vale (outra grata surpresa poética desse domingo), Ivanildo Lima (o "homem-sorriso" de São Miguel), a simpatia em pessoa, Rosinha Morais, trazendo o rebento Joel Morais Filho para "ser inaugurado" no palco, o talento nato de Gilberto Braz, o vulcânico Ceciro Cordeiro, Vlado Lima com seus causos sobre as mais de duzentas ...cetinhas e Sacha Arcanjo, que finalizou o espetáculo, depois de quatros horas de sarau, com a beleza e o encanto de sua música contagiante.
Quase onze da noite, chegamos eu, Raquel e João em casa, e ainda não conseguimos dimensionar o que aconteceu. Aliás, sabemos. O que de fato não consigo, é escrever sobre esse efeito químico. Só depois de quase 24 horas é que enfim domo o coração e assim escrevo essas rudes e imprecisas linhas.
![]() |
| Débora Garcia apresentada por Akira Yamasaki (foto Antonio Miotto) |
![]() |
| Débora e sua obra "Coroações" (foto Antonio Miotto) |
![]() |
| Casa cheia (foto Akira Yamasaki) |
![]() |
| Lucas Afonso não deixe som sobre som (foto Antonio Miotto) |
texto: Escobar Franelas
fotos: Akira Yamasaki / Antonio Miotto
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)




























