22 de Agosto de 2012, rua Julião Pereira Machado: dava-se o ponta-pé inicial
à algo que não se esperava.
Um conjunto de jovens, curiosos, a fim da pratica teatral, conheciam um novo
espaço; um novo método.
Com a orientação de Claudemir Santos, o Programa Jovens Urbanos ganhava um novo
núcleo. Além dos projetos de customização e reforma do espaço da Casa Amarela,
era a hora de inserir o teatro no convívio da Casa.
Alguns começaram, depois saíram, outros entraram, e assim o grupo foi tornando
forma.
Dali surgia o DIOTESPISSIO. Um nome louco que une o deus grego,
"Dionísio", e o primeiro ator da história (ao menos que temos
registros),"Téspis".
Apelidados de "Os loucos do Hospício", abordar o universo dos contos
de fada era a proposta. E então nascera NOzLand, com apresentações em Fevereiro
de 2013.
Em março, contemplado pelo edital do VAI (Valorização de Iniciativas Culturais)
- escrito com ajuda de Marcos Gomes - o projeto "Circulando" trazia
mais uma temporada de NOzLand, agora por praças do bairro de São Miguel
Paulista.
De lá pra cá muita coisa mudou. Novas formas, novo elenco, novos jeitos, novas
propostas; uma nova abordagem.
Uma nova visão e perspectiva nos faz querer buscar uma identidade. Para abordar
um tema é preciso que haja pesquisa, investigação; indagação!
O bairro de São Miguel Paulista nos despertou indagação e firme vamos
indaga-lo.
Um grupo que, com toda certeza, hoje reúne amigos. Nos tornamos um coletivo de
pensamentos, de experiências, de vivências, de carícias, de discussões, de
amor.
Hoje, completamos 2 anos de existência e uma nova forma de abordagem vem junto.
Um novo tema surgiu e novos ventos sopram em nosso telhado.
Mesmo não estando em cena, ainda trabalhamos nos bastidores.
A nossa jornada não acabou e não muito cedo acabará.
São apenas 2, de muitos que virão.
Agradecemos a todos que fizeram e fazem parte de nossa história.
(Claudemir Dark'ney Santos, Marcos Gomes, Escobar Franelas, Sueli Kimura, Célia Yamasaki Silva, Aricia Decelis, Jennifer Alves Mendonça, Isabela Souza, Nathalia Ferreira, Richard Sena)
Atenciosamente, Coletivo DioTespissio de Indagação Teatral.
(Bianca Fina, João Carlos Pinto, Lucas Laureno, Natasha Matos, Pcnj Baco, Tayla Fernandes)
A Casa Amarela – Espaço Cultural, localizada em São Miguel Paulista (SP), iniciou suas atividades em Março de 2011 e foi pensada para, em todos seus ambientes, respirar a criação humana e seus desdobramentos onde música, teatro, literatura, cinema, artes visuais, filosofia, história ou simplesmente a conversa entre seus visitantes possa ser aconchegante e convidativa para novas descobertas.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
aconteceu no 26º sarau da casa amarela - resenha de Akira Yamasaki
| foto: Sueli Kimura |
só tenho que agradecer de joelhos e parabenizar os
40 ou 45 heróis que se deslocaram do conforto de
suas casas no dia dos pais, para construir mais um
sarau da casa amarela que ontem recebeu três
convidados muito especiais, os poetas e escritores
da raça dos baitas Marília Kubota, Plínio Camillo e
Edvaldo Rosa. eu estava me sentindo o pior entre os
piores e me culpando até o talo por ter agendado o
evento para ontem, meu deus, onde eu estava com
a cabeça que não vi que era dia dos pais quando
marquei o sarau?, quando ainda há pouco deparei
com este poema comovente sobre a casa amarela
da minha comadre, parceira, comparsa, amiga e
grande poeta Rosinha Morais que reergueu até as
alturas o meu moral e me fez ver que valeu a pena.
rosinha que há poucos meses atrás, num sarau da
casa amarela me disse assim: compadre acabei de
escrever um poema agora e vou subir nesse palco
pra falar, e vai ser a minha primeira vez, mas antes
me dê um gole dessa cachaça pra criar coragem.
me dê a sua bênção, rosinha, obrigado, comadre.
| Plínio Camillo/foto: Escobar Franelas |
Casa
Amarela
Em cada palmo do teu chão
Cabem mil poesias.
Cabem entre tuas paredes,
Realidades e fantasias
Alguns te chamam de casa
Mal sabem que és alma.
Em teu palco
O amor é cantado,
A mágoa e a dor
São coadjuvantes,
Lembranças descritas
Em poemas e canções.
Quem respira teu ar
Leva no coração,
A semente da felicidade.
Tens em teu alicerce,
A força da amizade.
Nas tuas paredes
Se espalham
O humor e a alegria.
Exalas o perfume
De imensos talentos,
Quem pisa
Em teu sagrado solo
Te leva pra sempre
Dentro do pensamento.
Rosinha Morais
Em cada palmo do teu chão
Cabem mil poesias.
Cabem entre tuas paredes,
Realidades e fantasias
Alguns te chamam de casa
Mal sabem que és alma.
Em teu palco
O amor é cantado,
A mágoa e a dor
São coadjuvantes,
Lembranças descritas
Em poemas e canções.
Quem respira teu ar
Leva no coração,
A semente da felicidade.
Tens em teu alicerce,
A força da amizade.
Nas tuas paredes
Se espalham
O humor e a alegria.
Exalas o perfume
De imensos talentos,
Quem pisa
Em teu sagrado solo
Te leva pra sempre
Dentro do pensamento.
Rosinha Morais
| Rosinha Morais/foto: Escobar Franelas |
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Rascunhando...
![]() |
| Edvaldo rosa, lírico performático |
![]() |
| Plinio Camillo, prosa contemporânea |
![]() |
| Plínio e Marília, autógrafos, de letra a letra. |
Ir no sarau da Casa Amarela é um evento. A gente meio que se
prepara e fica de prontidão, esperando o domingo chegar. E quando o domingo
chega, nossa!, parece que estamos nos preparando para ir à missa.
Neste domingo, decretado solenemente pelas hordas devotas do capital como "dia dos pais" – como se os outros não o fossem – a Casa Amarela, dentro de
seu já reconhecido e temerário cronograma de eventos em datas improváveis, decretou que o domingo não seria normal, seria de sarau. E
foi.
Tendo como convidado especial o poeta Edvaldo Rosa e também contando com o lançamento dos
livros "Coração Peludo", de Plínio Camillo, e a sugestiva obra "Esperando as Bárbaras", da poeta e jornalista curitibana Marília Kubota, o sarau foi também ele um brinde aos pais. Sim, pois não escapamos, por mais que queiramos, da influência da festividade que há na data.
Para tanto, o poeta Akira
Yamasaki, organizador da farra poética, iniciou a festa recitando um poema, Tsutae, em homenagem
ao pai já partido para outros planos. Após essa introdução devota e solene, Sílvio Kono (violão), Beto Rio (voz) e Éder Lima (flauta), subiram ao palco deram
três certeiros tiros poético-musicais. Estava iniciado o culto à deusa Poesia. Akira chamou então Rosinha Morais para
declamar um poema e fazer sua oferta pagã.
A tarde avançava devagar
sobre o céu de São Miguel. A bucólica rua da Casa Amarela só nos ofertava um tranquilo desassossego quando o bulício das crianças, brincando do lado de fora - outra situação improvável na maioria das ruas paulistanas - surpreendia nossa atenção por algum grito mais exaltado. Noves fora, o domingo estava uma "diliça". E aí vem o MC (mestre de cerimônias) Akira e bota no tablado diminuto da CA o tímido Plínio Camillo, primeiro
convidado especial do sarau. Lançando seu novo livro, a prosa contundente de "Coração Peludo", Plínio, solícito e de sorriso fácil, ainda assim não se fez de
rogado. Defendeu suas obras, contou histórias, leu dois hilários textos curtos (num deles, um textículo do sarcástico "O Namorado do Papai Ronca", onde pediu o apoio da poeta Janete Braga nos diálogos). Saiu ovacionado.
Aí veio o poeta, jornalista, embaixador e (descobrimos ontem), preparador de cafés , João Caetano do Nascimento nos apresentar a poesia que é uma pintura da Marília Kubota. De sorriso mais fácil e ainda mais tímida que Plínio, Marília, trouxe a reboque seu livro de poesias "Esperando as Bárbaras". respondendo tudo de maneira curta e certeira, esquivava-se o quanto podia das perguntas que fazíamos. E nós ali, mordazes, sádicos, curiosos, emendávamos uma pergunta à outra, para que ela continuasse a responder e declamar, o que fez, em ambas as situações, com absoluta destreza. E nós, auspiciados, fruindo a beleza da hora. Para usar um clichê baratinho, padrão lojinha de 1,99, o palco ficou pequeno pra tanta poesia de qualidade.
E então tome-lhe Janete Braga, Guilherme Maurelli, Laudo Yokoyama, Edvaldo Rosa (poeta peculiaríssimo, trazendo textos com roupagens desdobradas a partir da século 19), Gilberto Braz, Euflávio Madeirart (que está com uma belíssima exposição de esculturas feitas em pau-brasil na CA), Carlos Bacelar, Joaquim Lima, Arnaldo Bispo do Rosário, euzinho da silva, a dupla Ligia Regina e Éder Lima e João Caetano do Nascimento, fechando com chave de ouro um dia dos pais que foi o meu maior e melhor presente que poderia almejar.
Depois, ah, depois foi só curtir os sorrisos, os abraços, as benevolências dos amigos presentes, da poesia presente, dos presentes dos filhos...
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| Bacelar, um dos convidados do sarau de setembro |
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| Big Charlie, o poeta empunha sua câmera |
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| Eder Lima, músico, cantor, compositor, educador... e poeta |
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| João Caetano, o embaixador da poesia |
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| A foto oficial do sarau |
Texto de Escobar Franelas
Fotos de Lígia Regina
domingo, 27 de julho de 2014
Blablablá: o exercício da arte de dialogar
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| Buzo, Peçanha e Sacolinha: a mesa de ideias para degustação: eis o Blablablá (foto Landy Freitas) |
Um evento que tinha a abertura com a voz de Ligia Regina e o violão
certeiro de Eder Lima, tinha tudo para dar certo. E deu. Depois veio a poeta
Socorro Nunes, diretamente de Pernambuco. Certo? Certo. Depois Sacolinha,
Alessandro Buzo e Érica Peçanha, três ícones daquela que muitos chamam “literatura
marginal”, praticada hoje no Brasil. Tinha tudo pra dar certo, certo? O que deu
mesmo foi “pano pra manga”, convergências e divergências de opiniões, algumas
controvérsias, e muita, muita troca de informação. É assim que nos formamos.
Obrigado, Casa Amarela, por ser, mais uma vez, minha casa, residência,
lar, escola e vida... obrigado por nos permitir novamente o espetáculo das
inteligências em debate.
A abertura do Blábláblá de julho na CA foi feita de forma singela mas
muito pungente por Lígia Regina e Éder Lima, com duas canções/intervenções de
profunda envergadura poética. Conquistaram o público logo na abertura do
evento. A seguir, a poeta Socorro Nunes, que fazia um rasante pela Sampalândia,
convidada pela CA, contou histórias, leu poemas, trocou energias com a plateia.
Indicada pela lucidez diplomática do poeta João Caetano do Nascimento, surgiu
no espaço como um cometa nos iluminar e aquecer. Numa semana em que já tínhamos
tido a rica companhia de poetas de Minas, Santa Catarina, Maranhão e interiores
de São Paulo, mais uma vez fomos brindados e confortavelmente tocados pela
costura sintática cheia de ritmos dissolutos e imagens matizadas pelo olhar
clínico da poeta radicada em Pernambuco.
Sob o título “Literatura marginal: o que é isso?”, o Blablablá propunha
uma discussão da terminologia trazida desde a década de 1970 e que foi
reapropriada pelo movimento literário surgido como uma vertente do hip-hop. Pronto,
estava armada a cama-de-gato para que Sacolinha, Alessandro Buzo e Érica
Peçanha soltassem o verbo no microfone do pequeno tablado. A tarde caminhava
pro fim, a noite chegava fria e impetuosa, mas o calor das discussões não
permitiram que sequer pensássemos que estamos no inverno, um inverno glacial
que nos tritura a pele mas não tira o calor de idéias.
A apresentação dos convidados trouxe à cena o pensamento ímpar de cada um.
Todos iniciaram falando de suas histórias de vida e os percursos iniciais na
seara literária. Depois, naturalmente, o assunto foi levado ao tema proposto. E
se Buzo admitiu que “nunca tive problema com o termo literatura marginal”, Sacolinha
realçou a poeticidade do termo, afirmando, “literatura marginal não é perfume,
mas a essência da realidade”. Érica pôs as pedras no seu lugar: “foi Ferréz o
grande ideólogo deste termo”, e arrematou a seguir, “temos que considerar a
estética daquilo que é produzido nos livros e nos saraus”. O tema não se
esgotava a partir dessas deduções, mas era visível o quão rico seria continuar
a ouvi-los.
A poeta Socorro Nunes, provocada se havia a sensação de marginalidade dos
pernambucanos em relação aos centros paulistanos e cariocas, confirmou essa
condição. E ampliou as possibilidades de interpretação sobre o que, de fato,
pode ser considerado marginal hoje.
Sacolinha, que traz a experiência de seus projetos dentro de escolas e em
comunidades socialmente mais vulneráveis na região de Suzano, na Grande São
Paulo, comentou que, em se tratando da produção literária entre os
freqüentadores de sarau, “falta leitores, o cara participa de sarau e já quer
publicar”. Um intenso diálogo foi suscitado entre convidados e o público
presente. Enfatizando a importância dessa questão, Érica Peçanha atentou para a
complexidade:do assunto: “ele está falando do escritor que está se habilitando
para a carreira artística profissional”, disse ela. Alessandro Buzo reiterou uma verdade latente
desse universo: “nem todo mundo que declama vai publicar um livro; e mesmo que
lançar o primeiro, nem todos vão perseverar”.
Afirmando que existem mais de 100 trabalhos de graduação sobre a produção
chamada periférica ou marginal e pelo menos 36 teses de mestrado ou doutorado
versando sobre o mesmo assunto, Érica retomou a palavra convidando a todos para
refletirem a importância do momento atual. Buzo comentou que talvez passe a
lançar futuros trabalhos por meio de seu próprio selo, pois percebeu que já é
visível o profissionalismo no meio, assim como autossuficiência para suprir as
demandas, tanto qualitativa quanto quantitativa. Sacolinha, por fim, ensejou a
todo aquele que deseja seguir escrevendo: “não desanime de seu primeiro livro,
o importante é aprender a ouvir tanto as críticas quanto os elogios”.
Enfim o Blablablá fechou. Foram mais de três horas de rica troca de
saberes, histórias e idéias. A equipe da DGT Filmes (Nogueira na câmera e
Chantilly na operação de áudio), fez a cobertura do evento para apresentação no
quadro mantido pelo Buzo no SPTV, fazendo entrevistas. Todos puderam degustar
os livros expostos no espaço da Casa Amarela, assim como apreciar a exposição
das esculturas em madeira do também poeta Euflávio Madeirart. Motivos vários
para festa na CA.
Somando-se isso tudo aos petiscos e café preparados pelas mãos mágicas da
Célia Yamasaki, à “mineirinha” oferecida descaradamente pelo Akira Yamasaki aos
convidados que aceitavam dar uma beiçadinha de leve, aos abraços “calientes” de
todos os presentes em todos os presentes, aos registros fotográficos de Sueli
Kimura, Luka Magalhães e Carlos Bacelar, entre outros, à tuitaria geral do ator e poeta Manogon e à filmagem feitas pelo
incansável Big Charlie, blablablamos à vontade. E assim, acreditando sempre na
sabedoria dos diálogos, adicionamos também outra coisa que acreditamos saber
fazer com qualidade: a cultura do abraço.
Sem receio de ser feliz!
Escobar Franelas
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| O público sagaz do Blablablá (foto Luka Magalhães) |
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| A poeta Socorro Nunes, "cereja do bolo" do Blablablá de julho na CA (foto Luka Magalhães) |
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Akira comparece falando sobre o sarau duplo de julho
o que aconteceu neste fim de semana - 18/07 na casa
de farinha e 20/07 na casa amarela foi o mais comovente
e histórico dos saraus da casa amarela. foi comovente
porque promoveu a concentraçãonum mesmo espaço
da maior quantidade de poetas emocionantes por metro
quadrado de que já tive notícia. poetas espremidos que
nem sardinhas na lata, poetas comprimidos uns contra
os outros que nem usuários do metrô na estação sé em
hora do pico, poetasda raça dos baitas que vieram de
vários estados do brasil e ficaramjorrando pelos ladrões
das casas de farinha e amarela. foi histórico porque
todos vieram trazidos por comovente generosidade para
o lançamento do cd do sarau da casa amarela vol 1 –
mutirão cultural, uma iniciativa criada para gerar recursos
para a subsistência da casa amarela, cujo repertório é
composto de poemas e canções gravados ao vivo no
sarau da casa amarela do dia 09/02/2014 e teve o
envolvimento de mais de 50 pessoas em sua confecção,
entre poetas, compositores, músicos e equipe técnica.
foi histórico porque acima de tudo vieram para receber,
paparicar e homenagear duas das mais reluzentes
estrelas da poesia brasileira: a mineira adriane garcia e
a catarinense bianca velloso, convidadas especiais do
sarau da casa amarela de julho de 2014. foi histórico
porque, dentre outros, veio de sorocaba o genial poeta
marcelo ribeiro e de rio preto o essencial edvaldo santana,
de santa catarina vieram além de bianca, o músico
manezinho paulo renato e a super poeta e musa mariana
queiroz, e de caxias do maranhão vieram o afiadíssimo
carvalho jr poesia e seu irmão, e mag faria, de onde terá
vindo?, e de sampa vieram ainda a mega maravilhosa e
encantadora maria balé e o super japa jorge nagao. foi
histórico porque só não vieram os que tinham motivos de
força maior para não vir e vou cometer novamente o
desrespeito de esquecer alguns nomes mas vou fazer
um exercício de lembrar para dizer obrigado, não
inventaram uma palavra melhor ainda, a todos que
disseram presente: arnaldo afonso, arnaldo bispo do
rosário, jô freitas, laudo yokoyama, andré valente, bruno
arruda, alexandre santo, rosinha morais, janete amaral,
luka magalhães, luca bastos, manogon manoel gonçalves,
ronaldo ferro, pérola negra, helena rodrigues, gilberto
braz, gilberto nascimento, joão caetano do nascimento,
escobar franelas, paulinho dhi andrade, euflávio góis,
francisco xavier, márcia paes landin, danny lee, bruno
azenha, célia yamasaki da silva, célia maria ribeiro,
clarice yamasaki, éder lima, jorge gregório, sueli kimura,
betinho rios, silvio kono, solange kono, romildo de souza,
lígia regina, base luma, andréia gomes, fátima bugolin,
selma sarraf bizon, francisco américo, joaquim lima,
andréa ferraz de campos, ceciro cordeiro, verônica
lopes, carlos alberto rodrigues, seh m pereira, helenir
marçal, inês santos, cida v sarraf, punkyalémdalenda,
sandra frietha, raquel ramos, deise capelloza, joão emílio
castro, marici silva, valter de almeida costa, eliana
lourenço, marilandia gurgel, fran nóbrega, marcio gomes
da silva, carlos roberto scalla e ceciro cordeiro. a todos
os poetas que lembrei e, principalmente aos que não
consegui lembrar deixo aqui a minha mais emocionada
gratidão por compartilharmos mais esse momento
comovente de celebração da poesia, alegria e amizade e
pelo privilégio de construirmos juntos o mais histórico dos
saraus da casa amarela. comadres e compadres, muito
obrigado.
akira – 21/07/2014.
de farinha e 20/07 na casa amarela foi o mais comovente
e histórico dos saraus da casa amarela. foi comovente
porque promoveu a concentraçãonum mesmo espaço
da maior quantidade de poetas emocionantes por metro
quadrado de que já tive notícia. poetas espremidos que
nem sardinhas na lata, poetas comprimidos uns contra
os outros que nem usuários do metrô na estação sé em
hora do pico, poetasda raça dos baitas que vieram de
vários estados do brasil e ficaramjorrando pelos ladrões
das casas de farinha e amarela. foi histórico porque
todos vieram trazidos por comovente generosidade para
o lançamento do cd do sarau da casa amarela vol 1 –
mutirão cultural, uma iniciativa criada para gerar recursos
para a subsistência da casa amarela, cujo repertório é
composto de poemas e canções gravados ao vivo no
sarau da casa amarela do dia 09/02/2014 e teve o
envolvimento de mais de 50 pessoas em sua confecção,
entre poetas, compositores, músicos e equipe técnica.
foi histórico porque acima de tudo vieram para receber,
paparicar e homenagear duas das mais reluzentes
estrelas da poesia brasileira: a mineira adriane garcia e
a catarinense bianca velloso, convidadas especiais do
sarau da casa amarela de julho de 2014. foi histórico
porque, dentre outros, veio de sorocaba o genial poeta
marcelo ribeiro e de rio preto o essencial edvaldo santana,
de santa catarina vieram além de bianca, o músico
manezinho paulo renato e a super poeta e musa mariana
queiroz, e de caxias do maranhão vieram o afiadíssimo
carvalho jr poesia e seu irmão, e mag faria, de onde terá
vindo?, e de sampa vieram ainda a mega maravilhosa e
encantadora maria balé e o super japa jorge nagao. foi
histórico porque só não vieram os que tinham motivos de
força maior para não vir e vou cometer novamente o
desrespeito de esquecer alguns nomes mas vou fazer
um exercício de lembrar para dizer obrigado, não
inventaram uma palavra melhor ainda, a todos que
disseram presente: arnaldo afonso, arnaldo bispo do
rosário, jô freitas, laudo yokoyama, andré valente, bruno
arruda, alexandre santo, rosinha morais, janete amaral,
luka magalhães, luca bastos, manogon manoel gonçalves,
ronaldo ferro, pérola negra, helena rodrigues, gilberto
braz, gilberto nascimento, joão caetano do nascimento,
escobar franelas, paulinho dhi andrade, euflávio góis,
francisco xavier, márcia paes landin, danny lee, bruno
azenha, célia yamasaki da silva, célia maria ribeiro,
clarice yamasaki, éder lima, jorge gregório, sueli kimura,
betinho rios, silvio kono, solange kono, romildo de souza,
lígia regina, base luma, andréia gomes, fátima bugolin,
selma sarraf bizon, francisco américo, joaquim lima,
andréa ferraz de campos, ceciro cordeiro, verônica
lopes, carlos alberto rodrigues, seh m pereira, helenir
marçal, inês santos, cida v sarraf, punkyalémdalenda,
sandra frietha, raquel ramos, deise capelloza, joão emílio
castro, marici silva, valter de almeida costa, eliana
lourenço, marilandia gurgel, fran nóbrega, marcio gomes
da silva, carlos roberto scalla e ceciro cordeiro. a todos
os poetas que lembrei e, principalmente aos que não
consegui lembrar deixo aqui a minha mais emocionada
gratidão por compartilharmos mais esse momento
comovente de celebração da poesia, alegria e amizade e
pelo privilégio de construirmos juntos o mais histórico dos
saraus da casa amarela. comadres e compadres, muito
obrigado.
akira – 21/07/2014.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Sarau da Casa Amarela Especial - Dose Dupla
Hoje, dia 18-07, é o primeiro evento do Sarau da Casa Amarela Especial - Julho, em dose dupla. O primeiro é na Casa de Farinha, em São Miguel, com o lançamento do CD Sarau da Casa Amarela - Vol. 1 - Mutirão Cultural, exposição de esculturas em madeira de Euflávio Madeirart e de pinturas de Ligia Regina. Ainda nesse dia, abertura no palco com os Kabras de Baquirivu, Pocket Show com artistas da Casa Amarela, apresentação duas convidadas especiais do Sarau, Adriane Garcia e Bianca Velloso, assim como da comitiva de poetas que as acompanham (nomes no flyer abaixo). Depois de tudo isso, microfone aberto à participação do público e encerramento musical.
Dia 20, já na sede de A Casa Amarela - Espaço Cultural, em São Miguel, o já consagrado estilo do Sarau da Casa Amarela e a exposição das esculturas de Euflávio. Coordenação e apresentação de Akira Yamasaki, contando com auxílio de Escobar Franelas e Ligia Regina. O evento também conta com a presença de Adriane Garcia, Bianca Velloso e os poetas visitantes. Microfone aberto à participação dos presentes, com a mesma vibração de sempre. Venha, aprecie e traga sua arte para essa grande celebração da cultura em nossa zona leste.
#saraudacasaamarela #sarauca #casaamarelasaomiguel #sarau #casadefarinha
Dia 20, já na sede de A Casa Amarela - Espaço Cultural, em São Miguel, o já consagrado estilo do Sarau da Casa Amarela e a exposição das esculturas de Euflávio. Coordenação e apresentação de Akira Yamasaki, contando com auxílio de Escobar Franelas e Ligia Regina. O evento também conta com a presença de Adriane Garcia, Bianca Velloso e os poetas visitantes. Microfone aberto à participação dos presentes, com a mesma vibração de sempre. Venha, aprecie e traga sua arte para essa grande celebração da cultura em nossa zona leste.
#saraudacasaamarela #sarauca #casaamarelasaomiguel #sarau #casadefarinha
terça-feira, 8 de julho de 2014
Dura, Envelhecida e Renovada
Itaquera
Pedra
Dura
Envelhecida
Duras
pedras
Duras
penas
Sofridas
E pena
Que
pena
Itaquera
pra quem mora
Itaquera
de quem adora
Pra
chegar é difícil
Sair
então, sacrifício
Já foi
muito mais
Alguns
poucos anos atrás
Itaquera,
nossa terra
Quase
no fim da leste
De
gente igualmente dura
Feito o
cabo da enxada
Feita
da vida labutada
Feito tantos
como meu pai
Que
vieram do longe sertão
Feita
também de mulher forte
Que tudo
largam e tentam a sorte
Uma
gente de bom coração
Que enverga,
mas não cai
Não se
acomoda no chão
Mas Itaquera
ficou famosa
Apesar
de ser antiga
Tornou-se
enfim conhecida
Não por
algum crime ou cativeiro
Nem por
tráfico ou roubo de dinheiro
Virou
notícia no mundo
Em
noticiário internacional
Está
cheia de novidade
Virou
atração da cidade
Atração
de todo o país
E do
povo de outro lugar
Enfim, Itaquera
mudou de vez?
A fama
trouxe progresso outra vez?
Não, o
povo não ficou rico não
Sequer
melhorou a educação
Não está
no auge de sua plenitude
Tampouco
revolucionaram a saúde
Não
construíram novos hospitais
Nem
sanaram problemas sociais
Não
herdou riqueza nem herança
Nem é
menor a falta de segurança
Até
pintaram nossas ruas
Recapearam
outras tantas
Melhoraram
alguns acessos
Só não
veio junto o progresso
Que foi
amplamente alardeado
Em
propagandas de TV e rádio
Assim
que foi informado
Que
Itaquera teria estádio
Hotel,
rodoviária e investimento
Chance
de mais desenvolvimento
Mas essa
promessa não é nova
Sempre
tem a que se renova
Algo
que parece genial
Trazer
pra nossa região
Mais saúde,
justiça e educação
Que
transforma, liberta e perdura
Que
incentive a produção de cultura
Dar para
empresas isenção fiscal
Para tais
polos comercial e industrial
Coisas
que não são exclusivas
Do
bairro e dos moradores
Anseios
que a população precisa
E se
pareço revoltado
Peço
não julgue errado
Não
acho de todo mal
O que
foi feito afinal
Não
estou de fato puto
Mas
Itaquera merece de fato
Muito mais
que túneis e viadutos
Manogon
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